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  • Divulgação | Assessoria

Além de seguro parto natural domiciliar oferece vantagens para a saúde materna


Uma opção que já existe há milhares de anos, o parto natural domiciliar começa a ser planejado pela maioria dos casais desde antes da confirmação da gestação, e com outros ao se verem grávidos e não se sentirem confortáveis com consultas e maternidades. É uma assistência segura, desde que seja realizado por profissionais habilitados para isso, a maior parte dos profissionais que assistem partos domiciliares são a Enfermagem Obstétrica e /ou Obstetrizes, respeitando à vida e sempre que possível o plano de parto do casal grávido.

O enfermeiro obstétrico, conforme o Cofen (Conselho Federal de Enfermagem) e a Lei no 7.498, de 25 de junho de 1986, está preparado para atuar caso haja alguma complicação durante o parto domiciliar e para reduzir riscos. Também está apto para fazer o atendimento até a transferência da mãe e da criança ao hospital em caso de emergência. Todo o acompanhamento desde pré-natal de baixo risco, parto e puerpério, incluindo casos de possíveis complicações, é previsto em Plano de Parto elaborado junto a gestante, sua família e pelo profissional.

A enfermeira obstetra do Instituto Maternar, Alice Inácio de Paula, possui vasta experiência neste assunto, pois além de atuar durante 17 anos em hospital, realizando atendimentos em UTI neonatal e berçário, é a primeira enfermeira obstetra a realizar parto domiciliar em Mato Grosso do Sul, sendo 75 partos assistidos até o momento. Conforme ela, os enfermeiros também podem pedir exames e prescrever receitas que estejam dentro do Caderno da Saúde da Mulher e da Criança para aqueles enfermeiros com especialização também em pediatria. “São solicitados exames, e por meio do acompanhamento mensal avaliamos a formação do feto, e se houver algum sinal de anormalidade de saúde ou má formação encaminhamos a gestante para a equipe médica, caso contrário, podemos acompanhar o pré-natal e o parto em casa”, explica.

Alice explica que o parto é individual de cada família, é a decisão de onde nascer seja banqueta, banheira, cama, sofá se dá somente no momento, é que por este motivo a equipe leva todos os materiais e enfatiza a importância de o ambiente se manter o mais tranquilo, silencioso e agradável possível, inclusive com pouca luminosidade, auxiliando na liberação de hormônios que são eliminados para que o parto fisiológico ocorra. Sobre a utilização da banheira a enfermeira ressalta, “a água relaxa a musculatura pélvica, facilitando a passagem do bebê, diminuindo lacerações graves de períneo, alívio das dores lombares, e para o bebê favorece um ambiente similar de quando ele estava no útero, logo, diminuindo o primeiro contato com o mundo externo e facilitando os primeiros movimentos respiratórios sem estresse. Tornando especial este momento do nascimento”.

Durante a assistência ao parto domiciliar a enfermeira obstetra utiliza todo o material de medicações para urgências e emergências, para casos de hemorragia e de desaceleração das contrações, além de toda a parte médico-cirúrgica e os instrumentais para a sutura do períneo se precisar. “Se houver algo fora da normalidade, então acionamos o plano B que é a transferência para um hospital, que pode ocorrer por veículo particular ou na ambulância que já fica pré-agendada, como a gestante preferir”, comenta Alice.

Apesar de ser seguro, gestantes que apresentam quadro clínico prévio como tromboses, hipertensão e diabetes, má formação fetal, gestação gemelar, bebê pélvico e gestantes sem no mínimo 6 consultas de pré-natal, apresentam riscos de complicações, não sendo recomendado segundo o protocolo de segurança da OMS (Organização Mundial da Saude) o parto domiciliar.

A estudante de Direito, Claralice de Souza Silva de 21 anos, mãe do Marco Antônio, relembra que assim que soube que estava grávida começou a pesquisar sobre possibilidades de parto até que descobriu sobre a possibilidade de ter um parto domiciliar. Então, entrou em contato com o Instituto Maternar e foi a um encontro de mães, quando ouviu a experiência que outras mulheres tiveram e, assim, ficou decidida por esta opção. “Segui todas as instruções e realizei as atividades para estar preparada para o parto. E no momento do parir me entreguei totalmente, amei meu parto que foi realizado no meu apartamento e eu tinha ali tudo que eu amava e precisava. Foi a melhor experiência de minha vida, ver meu filho nascer e estar rodeada de pessoas que eu amo, dentro do meu apartamento, no meu espaço. Um momento indescritível Foram 4 horas de trabalho de parto, sempre me senti segura”, relata a estudante sobre seu parto domiciliar.

Texto: Douglas Queiroz / assessoria


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