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Cia Dançurbana se apresenta neste fim de semana no Festival Arte como Respiro do Itaú Cultural

A Cia Dançurbana se apresenta neste domingo, dia 26 de julho às 20h (Horário de Brasília), no Festival Arte como Respiro do Itaú Cultural. O espetáculo ‘Poracê – O outro de nós’ foi contemplado no edital emergencial ‘Arte como respiro: Artes Cênicas’ em abril deste ano e ficará disponível no site do Itaú Cultural pelo período de 24 horas (até às 20h do dia 27 de julho - Horário de Brasília).

“Para nós a conquista deste edital e a participação no Festival é realmente um ´respiro´, um incentivo para podermos continuar nosso trabalho. Estamos há quase cinco meses com as atividades presenciais paradas e temos enfrentado muitas dificuldades. A conquista deste edital, além de nos auxiliar neste momento, também nos sinaliza que estamos no caminho “certo”, se é que existe, mas que temos produzido projetos e espetáculos interessantes, dialogando com as propostas de instituições que são importantes e representativas para a cultura do nosso país”, diz Marcos Mattos, diretor da Cia Dançurbana.


Segundo informações do site da entidade realizadora, essa é a primeira edição do Festival Arte como Respiro, evento totalmente on-line, e conta com apresentações de artistas de todo o Brasil. A programação está acontecendo desde o dia 17 de julho e segue até o dia 27, exibindo uma seleção de obras que permeiam peças e cenas teatrais, trabalhos infantis, de dança, do teatro queer e do circo, performances e outros, que ganham destaque no site do Itaú Cultural. “Arte e cultura para todos. Para pensar e repensar. Para pausar. Para respirar”, mencionam na divulgação do festival.

O espetáculo


“Poracê - O outro de nós” foi criado em 2017 e nasceu do propósito de criar um espetáculo que abordasse aspectos da cultura local. A companhia conseguiu criar e circular com apresentações deste trabalho por meio do Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna 2015 e do Prêmio Célio Adolfo de Incentivo à Dança 2016. Do Nheengatu, a palavra Poracê significa dança indígena de celebração ou baile, arrasta-pé. É um espetáculo sobre a força do conjunto, uma celebração de estar em comunidade e dos laços com o território.

Em cena, experimentando corpos e sons imaginados, os intérpretes propõem formas diversas de ser e estar no mundo. Provocados por três coreógrafos com experiências distintas (Marcos Mattos, da Cia Dançurbana e, Renata Leoni e Franciella Cavalheri, do Conectivo Corpomancia), os seis intérpretes-criadores, também diferentes entre si, investigam suas identidades, nomes, origens e relações com o lugar onde vivemos: Mato Grosso do Sul.

18 anos de Cia Dançurbana

Com 13 espetáculos em seu repertório, hoje a companhia é uma das mais atuantes em MS; já se apresentou diversas vezes em Campo Grande, em cidades do interior do Estado e pelo Brasil, por meio de projetos como o SESC Amazônia das Artes (2012) e o Palco Giratório (2014). Com 13 integrantes, antes da pandemia, o grupo se mantinha por meio de projetos culturais aprovados em Editais Públicos e Privados; por meio do projeto “Dançurbana em Casa – Ciclo de Atividades Culturais”, no qual oferecia aulas de diferentes estilos de dança e; com a “Temporada Quanto Custa”, em que apresentava espetáculos de seu repertório para o grande público na Casa de Ensaio, onde o grupo tem sua sede, em parceria com a entidade.

Com o atual cenário da pandemia, sem poder dar continuidade às atividades presenciais, o grupo tem focado em projetos para editais emergenciais, além de repensar suas ações para dar continuidade em ambiente digital. “Historicamente os artistas precisam lutar muito para conquistar os seus direitos. Nós, por exemplo, estamos há 18 anos criando, produzindo, apresentando, formando bailarinos e público, lutando, resistindo. Infelizmente as políticas públicas no país, estado e municipio são escassas, os projetos e os programas também, então temos dificuldade em ver o desenvolvimento, a continuidade de projetos e de companhias em todo território brasileiro. Nunca foi fácil, e agora está mais difícil, só evidencia o quanto a cultura e as artes são desrespeitadas. Estar participando deste Festival é um respiro para continuarmos lutando”, finaliza Marcos.


Foto: Franciella Cavalheri / Cravo Filmes

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