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Com direito a sessão extra, “Até que a Morte nos Repare” estreia com casa cheia no Sesc Cultura

Como um thriller, o espetáculo trouxe uma narrativa cheia de surpresas e suspenses a cada cena, fazendo o público participar da narrativa em que cada pista ou e álibi ajuda a montar o mosaico de um crime.


Produzido pelo diretor Nill Amaral, da Cia OFIT (Associação Cultural Oficina de Interpretação Teatral), o espetáculo “Até que a Morte nos Repare” estreou, com casa lotada, no Sesc Cultura durante os três dias, 9 a 11 de março, em que esteve em cartaz. Prova disso foi a sessão extra, às 18h, que foi preparada para sábado (11) conseguir atender a demanda do público já que as sessões das 19h30 estavam sempre com fila de espera.





“E mesmo com uma sessão extra não conseguimos atender todo mundo. A última sessão de sábado fechou com 30 pessoas na fila de espera. É um misto de alegria, por ver que Campo Grande tem plateia para o teatro, e ao mesmo tempo aquele aperto no coração por não ter como acomodar a todos. Temos normas de segurança, lotação de espaço, que precisamos seguir à risca”, explica a produtora cultural da Cia OFIT, Thays Nogueira.


O espetáculo é o resultado do projeto Amadores II, que foi aprovado em edital do Fomteatro - Programa de Fomento ao Teatro, da Sectur - Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Campo Grande, como detalha o idealizador do projeto e diretor do espetáculo, Nill Amaral.


"’Amadores’ completa, agora, a sua segunda edição. A primeira foi no ano de 2017 e apesar de ser algo que decidimos prosseguir, toda estreia é sempre uma experiência nova. Elenco diferente, dramaturgia nova, um trabalho pensado, principalmente, para promover a experiência cênica entre atores iniciantes com artistas experientes. Foram dois meses de estudos e ensaios, um tipo de intercâmbio artístico em que cada artista deu sua contribuição em uma viagem cujo desembarque foi o palco, nesse encontro com a plateia, que foi generosa em cada uma das quatro sessões”.


Como um thriller, o espetáculo traz uma narrativa cheia de surpresas e suspenses a cada cena, em que o público passa a ter contato com pistas e álibis do mosaico de um crime. Esse quebra-cabeça, cujas peças não se encaixam com precisão, é o mote que atravessa a reconstituição de cenas, dúvidas e corpos prestes a explodir. Entre um detalhe e outro, uma sequência de versões sobre o suposto ocorrido cria um ambiente onde todos são suspeitos.


Para quem tem expertise cultural como o escritor e teatrólogo, Américo Calheiros, a peça de teatro trouxe um afinamento de dramaturgia, iluminação, trilha sonora e encenação que nem de longe trouxe no clímax da história a possibilidade do espectador sentir alguma sutileza de inexperiência entre os artistas novatos.


“O trabalho dos atores foi executado no tempo certo, cada um brilhou na sua vez e, como um grupo brilharam em conjunto, com equidade. A direção do Nill foi cirúrgica, pois ao assistir a gente percebe o equilíbrio dramatúrgico. É o tipo de espetáculo que eu saio com vontade de ver novamente, eu que normalmente me satisfaço com uma sessão, saio inebriado pela força, riqueza, doçura,suspense, tudo que a peça proporciona”, afirma ele que ao final ainda brinca em tom provocativo, “‘Amadores’?, nem de longe, profissionais”.


Qualidade, inclusive, que chamou a atenção até mesmo de quem nem tem tanta intimidade com o teatro, como é o caso de Emily Camilly que foi assistir a peça a convite da avó Elenir Moreno que é frequentadora assídua do Sesc Cultura. “Vim a pedido dela porque é o seu aniversário. A princípio o título me chamou a atenção, porém, ao assistir foi algo surpreendente porque eu esperava algo com começo, meio e fim, mas, não foi assim e a encenação me envolveu, fiquei tensa e gostei muito”.

Quem também saiu surpresa do espetáculo foi a professora Fernanda Pache. "Acho que é uma peça muito interessante, porque Campo Grande precisa desse espaço de arte, cultura. E o legal do Amadores é que ele vem também para mostrar a cara dos artistas que estão aparecendo na nossa cidade, sem contar que o Sesc Cultura é um espaço que apresenta esse lado cultural da nossa cidade. O Nill fez um bom trabalho em relação ao texto da peça, do começo ao fim, porque a história faz você refletir”, pontua a educadora.


“Até que a Morte nos Repare” conta com os artistas Ligia Prieto, Samir Henrique, Stephanie Verazzi, Bruno Samaniego, Karine Araújo, Melinda Almeida e Vini Willyan no elenco. A direção teatral é de Nill Amaral; consultoria dramaturgica de Éder Rodrigues; coordenação de criação de espaço e visualidade da cena, Gil Esper; iluminação e montagem, Rodrigo Bento; videografia e arte designer Bruno Augusto; produção Cia. Ofit e de Thays Nogueira, Figurino Nill Amaral e fotógrafos Raique Moura e Malcom Carvalho.


Além do Fomteatro, o projeto Amadores II contou ainda com a co-realização do Sesc Cultura, Fecomércio MS, e o apoio da Fundação de Cultura do Mato Grosso do Sul, do governo do Estado, e da Dico Panificadora.


Amadores II


Ao todo, o projeto extrapolou o marco de 100 inscritos no processo seletivo. Deste total, 20 candidatos participaram, por dois dias, de uma vivência no Sesc Cultura junto ao diretor Nill Amaral e da atriz Ligia Prieto. Mais do que uma simples audição, os encontros buscaram quebrar a quarta parede entre direção e elenco em potencial.


Em sua segunda edição, o trabalho surgiu do desejo de prosseguir com um dos principais projetos da Cia OFIT: “Amadores: O que você gostaria de dizer através do teatro e não teve a oportunidade?”, concebido em 2017, que resultou na montagem da peça “Pedra Bruta – Ensaio para colher o provisório das coisas”. Espetáculo que foi apresentado 20 vezes.


Informações de bastidores e outros trabalhos da Cia OFIT podem ser acompanhadas pelo Instagram e Facebook (@ofitcia).


Fotos: Malcom Carvalho e Raique Moura

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