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Desfile de moda apresenta as últimas tendências das criações de estilistas sul-mato-grossenses

Um festival de cores, estampas e estilos, tudo feito e criado por estilistas de Mato Grosso do Sul. É o que o público pôde ver durante o desfile de moda “Fantasias do Cotidiano”, que aconteceu no fim de tarde desta quinta-feira (25), primeiro dia do Festival de Inverno de Bonito. Anderson Bosh, Eduardo Alves, Emília Leal, Fabio Mauricio, Fabi Rezek, Fábio Castro, Lauren Cury, Lidiane Lopes, Luiz Gugliato e Nair Gavilan foram os estilistas participantes, que mostraram toda a magia de suas criações ao público do Festival.


Carla Velasco, coordenadora da Moda durante o Festival, disse que o desfile foi preparado com coleções especialmente feitas para este Festival. “São dez coleções de estilistas daqui Desfile de moda mostrou as tendências das criações de estilistas sul-mato-grossenses durante o Festival de Mato Grosso do Sul escolhidos através de chamamento público, que estão trazendo looks exclusivos, cada look tem uma temática diferente, todas dentro da questão do ‘mergulho no imaginário’, da questão das fantasias do cotidiano. Tivemos duas misses mostrando as roupas, os looks, a Miss Petit Mato Grosso do Sul, Ana Diniz, e a Miss Plus Size, Talita, tivemos também modelos locais, foi feita uma seleção aqui em Bonito para que viessem pessoas daqui para participar do nosso desfile.


A estilista Lidiane Lopes, da marca Lidylo, apresentou a coleção “Mulher da Fronteira” que conta também um pouco da história da estilista, que veim da fronteira com o Paraguai, Bela Vista. “A minha roupa ela conta esta trajetória que aquela menina saiu do interior em busca de uma personalidade e ela encontrou em outras mulheres e baseado nisso eu criei uma marca chamada Lidi Lu, que é também baseada no rock’n’roll, nos anos 1950, mas também traz muito de onde eu vim, que é lá de Bela Vista. Então é muita saia rodada, porque as paraguaias usam muita saia rodada, e a minha marca traz isso, junto com o rock, e os anos 1950”.


“Eu uso muito o preto. Eu escolhi o preto por ele ser básico, porque as pessoas usam, deixa as pessoas elegantes, e eu gosto do preto porque ele é uma cor forte, ele te traz uma imponência, força, e eu gosto desta cor por causa disso. E as pessoas que desfilam para mim, que usam a minha roupa, elas têm essa personalidade também”.



Fábio Maurício apresentou a coleção “Balneário de Luxo”: “são roupas inspiradas nas décadas de 1970, 80, com elementos do universo do banho, da piscina, de rio, todas feitas em upcycling, que é quando você reutiliza uma roupa e a transfora em outra coisa. Por exemplo: você pega uma camiseta e transforma em uma saia, pega um vestido e transforma em jaqueta, e dentro elas são feitas de toalha, de onça, de arara, que é bem regional. Esta coleção foi feita exclusiva para Bonito porque tem os balneários, você sai do balneário e já coloca a roupa e já está pronto para ir jantar, para ir no Taboa”.


“Essa criação do upcycling, como tem essa pegada dos anos 1970, 80, então ela é livre. São décadas que a gente sabe que a tendência é o exagero, então são todas estampas coloridas lindas, florais, prevê o máximo de cor, o máximo de estampas diferentes e com essa ideia dos anos 1970, 80, tudo super moderno”.


Valéria Arruda, veio representando a grife Mi Corazón, da estilista Fabi Rezek. A Mi Corazón nasceu a partir da fotografia, fruto de revelar imagens ímpares aos turistas da região pantaneira. Como lembranças de visitação como um novo formato de souvenir. “A Mi Corazón nasceu aqui em Bonito com a pretensão de mostrar imagens do que a gente tem na nossa região, pela fotografia e estilo, e ela busca conceito e para todos os tipos de corpos.


Então independente se a mulher é uma mignon, ou se é uma mulher de estrutura maior, vai vestir Mi Corazón, ou se um cara quiser vestir por cima de um jeans, vai também fazer a vez saindo com imagens de araras, fotos macro também são usadas bastante porque foca na tela, por exemplo, da arara, para fazer uma imagem, e como os tecidos são sustentáveis, ela preza para poder estar fazendo esses tecidos de microfibra, a matéria prima reciclável, de microfibra, então tem cinco anos de marca, e esta coleção agora do pantanal é uma viagem por todas as coleções, e as peças são únicas, porque nunca uma imagem vai estar na mesma modelagem. Ela pode vir de uma outra forma, numa outra modelagem. Por exemplo: ela estava num vestido “asa” ou num vestido “calda”, vai vir num macacão. Quem estiver vendo, vai ver imagens de arara, de onça pintada, da gruta de Bonito, que a gente vai mostrar possibilidades de vestir onde você visitou”.


O casal Margarida Maria dos Santos Gomes, professora aposentada e Luiz Antonio Gomes, bancário aposentado, são de Aquidauana e vieram especialmente para prestigiar o Festival. “Achei o desfile maravilhoso, gostei, achei bem criativo, a parte que me chamou mais a atenção foi a parte do jeans, bem criativo, bem bonito. Eu também achei muito bonito, pessoas descontraídas, que desfilam bem, as roupas são muito diferentes, bonitas. As saídas de banho achei muito bonitas, as saídas eu usaria”, disse o casal.



Sérgio Velcic, aposentado, mora há treze anos em Bonito. Ele gostou da oportunidade de se prestigiar criações da região: “Muito legal, acho essa oportunidade para o pessoal jovem incentivar o que é criado aqui, a gente conhecer o que vem daqui mesmo. Muito legal, gostei muito. Eu achei interessante principalmente o que retrata a natureza de Bonito, não como souvenir de um turista que vem e compra aqui, mas de uma maneira natural, da onça pintada, da arara, essas cores, muito legal, gostei muito. São peças mais para desfile, mas me agradou muito as cores, principalmente a que retratou a Frida Kahlo, sempre fui apaixonado pelas cores dela, acho muito bonito”.


Depois do desfile foi montada uma “store” no Espaço Criativo, com preços bem abaixo do comum, que é justamente a “nossa ideia, da passarela para o seu guarda-roupa, é a nossa ideia para que as pessoas possam adquirir os looks que vão atravessar a passarela”, finaliza a coordenadora de Moda do Festival, Carla Velasco.



Texto: Karina Limia / Assessoria FIB

Fotos: Paula Cayres / Divulgação



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