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Entre Palavras: a rotina matou a minha produtividade literária



Há muito tempo eu venho pensando em escrever sobre esse assunto, sobre como a rotina é capaz de matar a nossa criatividade e acabar com a nossa produtividade literária. E, bem, o que me fez adiar a escrita desse artigo foi justamente a rotina.


Dedicar-se à literatura quando temos boletos para pagar, jornada de trabalho para cumprir e longas horas de transporte público pela frente diariamente é um desafio com o qual, eu confesso, muitas vezes não sou capaz de lidar.


Talvez aqueles que, assim como eu, ainda não conseguem fazer da escrita a sua renda principal me entendam. E, talvez, mesmo aqueles que conseguem viver de escrita entendam também.


E eu já devo alertar, Caro Leitor, que caso você tenha chegado a esta coluna com a expectativa de encontrar dicas ou fórmulas prontas sobre como evitar que a rotina atrapalhe o seu planejamento de escrita ou a sua criatividade, não irá encontrar nada disso. Mas vai encontrar um desabafo de quem está cansada de deixar a sua maior paixão de lado em prol do capitalismo. (Mas talvez o artigo “O que é e como lidar com a Síndrome da Página em Branco” que eu publiquei anteriormente aqui poderá ajudar.)


Quando eu aceitei um trabalho CLT, no ano passado, eu jurei que seria capaz de conciliar as 13h fora de casa com os meus projetos literários e as pós-graduações em que me inscrevi. Ledo engano. Depois de 2 meses e o início de um relacionamento, percebi que eu estava redondamente enganada, e que seria humanamente impossível lidar com a responsabilidade que assumi no trabalho, meu relacionamento e meus projetos pessoais.

O relacionamento acabou depois de 7 meses, o período de carteira assinada se encerrou e, bem, aqui estou eu novamente, retomando as atividades que mais me proporcionam alegria: meus projetos de escrita.


É claro que esse período não foi um completo desperdício, tudo na vida é aprendizado, não é mesmo? E, além de toda a valiosa experiência que adquiri no trabalho, também pude me deparar, novamente, com algumas lições sobre a vida, que compartilho agora com você.


1. Você tem que ser a sua maior prioridade. Trabalho e relacionamentos fazem parte da vida, mas nada no mundo pode ser mais importante do que você, seus sonhos e suas paixões.


Não estou dizendo aqui que você deve largar o seu emprego, terminar o seu relacionamento e se dedicar exclusivamente a você. Mas é essencial encontrar um equilíbrio entre as nossas atribuições, as pessoas em nossa vida e os cuidados que dedicamos a nós mesmos. No final das contas, quando o dia, o trabalho ou o namoro acaba, é com a gente que temos de lidar, o que nos leva ao próximo tópico...


2. Não deixe os seus sonhos para depois. Adiar constantemente os seus planos, sonhos e paixões pode ter um resultado catastrófico na sua saúde emocional e no seu futuro e é a receita certa para te transformar em uma pessoa infeliz.


Ao invés de sempre deixar os seus sonhos de lado, que tal buscar uma forma de incorporá-lo na sua rotina? Experimente tirar um dia na semana ou alguns minutos nos seus dias para se dedicar às suas paixões! O que hoje pode parecer muito distante de se realizar, certamente estará mais próximo de você no futuro. E o mais importante...


3. Tenha um plano. Não precisa ser totalmente detalhado, não precisa ter o passo a passo desenhado, desde que você saiba o que quer. Eu, por exemplo, quero poder me dedicar à escrita. Já fiz os meus planos para alcançar esse objetivo e estou colocando-os em ação. Talvez nada do que eu tenha planejado dê certo, e tudo bem. A gente recalcula a rota, refaz os planos, procura outro caminho...


O mundo ou a sua vida não vão acabar só porque os seus planos não deram certo. Mas você certamente se arrependerá de nunca ter tentado.


Não deixe que a rotina destrua os teus sonhos e as suas paixões. No final das contas, você pode perceber que não valeu a pena.

1 comentário

1 Comment


Sandra Bicudo
Sandra Bicudo
Sep 05, 2023

Oi, querida

Não desista nunca das suas paixões. Elas são as molas propulsoras que nos ajudam a seguir em frente.

Essa falta de inspiração é normal e nesses períodos, procure ouvir música, ler um livro, estude, assista um filme, converse com você. Lembre-se que a escrita é uma estrada solitária, apesar de muitos dizerem que não.

Como você mesma disse, as atividades que te proporcionam alegria, a sua paixão. Não abra mão dela. A inspiração vai voltar, está no sangue que corre nas suas veias, é o que alimenta a vontade do seu coração em bater feliz, ao ver o fruto do seu trabalho realizado, ao alisar a capa do seu livro, o seu bebê.

Ser escritor não é uma…

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