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Setembro Amarelo alerta para a saúde mental das crianças e adolescentes

Tristeza, ansiedade, baixa autoestima, falta de perspectiva, frustrações e outras questões que afetam a saúde mental passaram a fazer parte da rotina e assumem como protagonistas da vida de muitas pessoas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os anos, cerca de 1 milhão de pessoas tiram as próprias vidas. Este percentual assusta ainda mais ao mostrar que o suicídio está entre as principais causas de mortes entre adolescentes.

Neste mês da campanha de prevenção ao suicídio, “Setembro Amarelo”, é importante também ter atenção com os sentimentos e o comportamento dos pequenos e jovens “A pandemia impactou diretamente a saúde mental das crianças e adolescentes. A alteração de rotina e isolamento social desencadearam picos de angústia, medo e tristeza. Retomar as atividades escolares e o convívio social não tem sido uma tarefa fácil para todos, principalmente dessa faixa etária”, destaca a médica psiquiatra infantil e professora do curso de Medicina da Uniderp, Carolina Gomes.


A especialista explica que a tristeza é um sentimento normal e na infância pela imaturidade é mais difícil verbalizar o que está incomodando, ataques de raiva, irritabilidade e agressividade podem ser sinais de que a criança está em sofrimento. Ensinar a criança a nomear e verbalizar os sentimentos ajuda no processo além de dar voz ao que sentem, sem recriminar ou julgar tal sentimento. Também enfatiza a necessidade de ter cuidado com o uso excessivo dos recursos tecnológicos como celular, tablet, computadores, pois podem desenvolver ou agravar graus de ansiedade além de afetar diretamente o desenvolvimento da linguagem e habilidades de se relacionar com o próximo.

Observação familiar

Como perceber que uma criança ou um adolescente está com a saúde mental afetada? Quais os sinais? A especialista fala que é importante observar a presença de mudanças comportamentais no filho. “Observar se ele começou a apresentar isolamento social, não quer mais brincar ou conviver com os pares, queda do rendimento escolar além de mudança de humor para triste, desinteressado ou irritado. Analisar como está o sono e o apetite também é importante”, alerta.

Os adolescentes que apresentam algum tipo de transtorno costumam ficar mais introspectivos, afastando-se dos seus grupos sociais e apresentando também alteração no apetite, comendo pouco ou mais vezes ao dia. Crianças costumam apresentar mais sintomas físicos como dores no corpo e de cabeça.

Empatia e apoio

Para ajudar as crianças e adolescentes que estão com a saúde mental afetada, a especialista destaca alguns pontos como a empatia e o amparo. É válido auxiliar, tanto as crianças quanto os adolescentes, a nomear de fato e verbalizar o que eles estão sentindo e ensiná-los a falar sobre os seus sentimentos. Seja por meio da escrita, do diálogo ou de alguma atividade em família, deve-se oferecer a escuta, acolher e trazê-los para perto.

Por último, a médica enfatiza o valor de um lar harmonioso no trabalho diário de manter a relação e o convívio saudável e necessário com a família e amigos perante as diferentes situações que ainda viverão ao longo dos anos e sempre buscar atendimento médico ou psicológico na suspeita de algum transtorno mental.

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