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Sobre mudanças

Indicação de uma música linda para uma leitura mais ou menos


Mas será que somos todos estrelas perdidas

Tentando iluminar a escuridão?


Eu sou conhecida pelos meus amigos como nômade. Não porque eu quero, mas já morei em tantos lugares dessa São Paulo que eles já perderam as contas. Quando me mudei para cá, ainda pequena, fiquei por 6 anos morando na Mooca. Todo o meu sotaque paulistano da época, que terminava as frases com ‘meu’ e ‘daora’ vieram dali.


Depois de adulta, quando voltei, acabei passando por bairros de diferentes zonas: Butantã, Ipiranga, Chácara Klabin, Santana e, recentemente, cheguei no centro de São Paulo. Sim, eu era daquelas que criticava o centro; tinha medo da violência, da sujeira, de andar de noite na rua e de estar próxima a pontos não muito bem vistos em São Paulo, como Praça da Sé, Teatro Municipal e etc.



Ah meus queridos, que surra eu levei viu. Como estou apaixonada pelo centro. Ando caminhando e tirando fotos (sem ser roubada) a todo momento. Quem vê de longe, eu, vislumbrada pelas pinturas dos muros da 9 de julho, ou pelos idosos que sorriem para você na padaria, ou os cachorros das famílias nada-tradicionais-brasileiras que moram no centro, pensam que eu sou turista.


E talvez ainda seja...


Quando você para de reparar as belezas que estão a sua volta você já perdeu a beleza que tem dentro. E eu ainda me sinto com nove anos de idade, quando já tinha curiosidade de conhecer, me encontrar e viver tudo o que eu tinha direito.


Mas sabe o quê? Quando você muda assim, de bairro, de cidade e da rotina com as pessoas próximas, você também muda por dentro. Tem gente que prefere ficar na mesmice, mas eu amo essa transformação. Todo dia um pouquinho. Uma mudançazinha discreta, mas que vai fazer com que eu seja alguém melhor logo menos, saca?


Quando vim de Campo Grande, eu não podia ver uma foto da minha família fazendo churrasco no grupo de whatsapp que eu chorava. Me perguntei inúmeras vezes o porquê dessa escolha tão solitária... Foram processos longos na terapia para entender que eu poderia ser intensa, ser família, ter ascendente em leão (que faz com que eu queria ter meus amigos debaixo das minhas asas) e mesmo assim estar há mil quilômetros de distância de casa.


Porque na verdade - verdadeira, onde a gente está, a gente faz casa. Eu faço casa com meus colegas de trabalho, com amigos de bares, com grupos de whatsapp. Faço casa em pequenos e grandes amores, e em núcleos familiares que se reconhecem distante dos seus... Porque não importa a intensidade, não importa o tempo, o que importa é estar inteiro e ser de verdade onde você está.


Mudar faz parte e é extremamente necessário para que a gente evolua. Eu mudo de cabelo, mudo de caminho todo dia, mudo o estilo da roupa... Falo de mil maneiras diferentes. Uma hora parecendo uma maloqueira, outra de forma tão séria que muita gente não me reconheceria. Eu mudo até o lado de dormir na cama, não tenho apreço pelo igual.

Mudar realmente faz parte. O que a gente não pode mudar é o que a gente tem por dentro. <3


Boa sexta galera!


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