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Alimentação saudável é cara?

Um dos pilares da vida saudável é a adoção de uma alimentação balanceada. Entretanto, é comum as pessoas defenderem que é inviável comer com saúde, já que esse tipo de alimentação costuma ser mais cara. Na verdade, cálculos realizados a partir da despesa média do brasileiro no supermercado revelam que, apesar do custo mais elevado dos legumes, verduras e frutas, pratos preparados com esses alimentos acabam sendo mais acessíveis.


“É um mito acreditar que comida saudável é a mais cara. Isso precisa ser superado com disponibilização de mais informação às pessoas sobre os hábitos alimentares”, destaca a coordenadora do curso de Nutrição da Uniderp, Danielle Miron Castelo Branco. De acordo com a especialista, a crença de que comer bem pode pesar mais no bolso está mais associada à falta de tempo para o preparo dos alimentos. “De fato pode ser muito mais prático e ágil consumir alimentos prontos, industrializados. Mas facilidade tem custo e os danos surgem na própria saúde”, alerta.

A facilidade e preços acessíveis que os alimentos industrializados oferecem podem ser cobrados com o passar dos anos. “São várias doenças decorrentes ou agravadas por uma alimentação desequilibrada. A conta não chega imediatamente, mas no futuro podem surgir doenças como obesidade, diabetes e hipertensão arterial”, diz a professora. “O consumo de alimentos ultraprocessados, industrializados geralmente estão associados com uma vida sedentária e estressante. Isso só agrava mais a saúde”, complementa.

A especialista ainda lista alguns outros motivos que fazem as pessoas deixarem de se alimentar da forma mais saudável. “Temos que considerar tudo o que está por trás de uma construção de marketing que apelam para valorizar os alimentos industrializados, ricos em substâncias como corantes, aromatizadores, realçadores de sabor, entre outras. Esses são itens que seduzem os consumidores pelo sabor. É preciso estar atento a essa estratégia e refletir muito bem na hora da compra no mercado”. De acordo com Danielle, isso vai ao encontro ainda da ideia de que comida saudável não é saborosa. “O grande segredo de uma comida boa está no seu preparo e na combinação de alimentos”, diz.

Confira as dicas da especialista para comer bem sem gastar muito:

- Faça um planejamento da sua dieta: uma forma de economizar no supermercado é saber exatamente o que vai comprar e como vai preparar aquele alimento ao longo das semanas. Esse conhecimento vai evitar que você compre itens a mais e até mesmo corra o risco de perder alimentos em razão do vencimento curto;

- Fuja dos alimentos industrializados: macarrão instantâneo, snacks, biscoitos e guloseimas que são muito fáceis de se consumir, estão sempre à mão para matar a fome, são os vilões de uma dieta saudável. “O conselho é: ‘desembrulhe menos e descasque mais’. Prefira comida boa e diminua a ingesta de alimentos empacotados, embutidos, processados”, recomenda a professora.

- Cozinhe em casa: apesar de demandar mais tempo, saiba que esse é um ponto fundamental para se ter saúde na alimentação. “É econômico, uma vez que diminui as refeições em restaurantes. Preparar a própria comida auxilia a visualizar o que está sendo consumindo, despertando a consciência do que é saudável ou não. É até terapêutico escolher os ingredientes, encontrar novas formas de preparo e sabores”, diz a nutricionista. Armazenadas em potes, as refeições podem ser guardadas na geladeira para consumo ao longo da semana.

- Leve o lanche de casa: para não cair na armadilha do lanche da tarde no trabalho, leve o seu de casa. Opte por uma fruta, um sanduíche natural, omeletes, bolos saudáveis. “Busque receitas na internet. Há preparos bem simples, com poucos ingredientes”.

- Vegetais sempre: alimentos indispensáveis em qualquer dieta. Economize comprando em feiras e nos dias específicos de promoção nos supermercados. Prefira aquelas da estação, que tendem a ficar mais baratas. Compre o suficiente para a semana, para evitar perdas e comê-los com o máximo de frescor.

- Busque acompanhamento profissional: um nutricionista vai analisar as particularidades de cada paciente, respeitando suas preferências e analisando o contexto sociocultural e até mesmo o financeiro para prescrever uma dieta que seja mais adequada à realidade e objetivos de cada um.

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