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Com 13 músicos, “Sons do Pantanal” funde música clássica e regional em projeto de circulação

  • Foto do escritor: eusoums
    eusoums
  • 10 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

De quinta (11) a sábado (13), a camerata Francis David Vidal Ensemble percorre três cidades de MS levando música inspirada no Pantanal e nos sons da nossa terra — da guarânia ao siriri.


Entre cordas que respiram o vento das fronteiras e melodias que nascem da essência das águas e das terras  pantaneiras, o projeto “Francis David Vidal Ensemble – Sons do Pantanal” promove nesta semana de quinta (11) a sábado (13), uma jornada musical pela costa leste de Mato Grosso do Sul. Uma circulação que transforma ritmos ancestrais em música de câmara, levando ao público o encontro entre tradição (música clássica) e contemporaneidade (regional). Três cidades — Brasilândia, Aparecida do Taboado e Três Lagoas — recebem concertos gratuitos que celebram a identidade sonora sul-mato-grossense e o vasto território afetivo de um dos mais importantes biomas do Brasil.



Formada por 13 músicos e diferentes instrumentos que vão do violino ao piano, a circulação do projeto inicia na quinta-feira (11) em Brasilândia, no Centro de Convivência Professora Lídia Martins dos Santos. Em seguida, a camerata segue para Aparecida do Taboado na sexta-feira (12), na Praça da Matriz, no centro e, no sábado (13), o encerramento será em Três Lagoas,no Auditório Maior da UFMS, Campus II. A classificação é livre e com intérprete de Libras.


Idealizado e dirigido pelo maestro, violinista e pesquisador Francis David Vidal, o projeto apresenta arranjos inéditos para orquestra de câmara, inspirados em gêneros emblemáticos como chamamé, guarânia, polca paraguaia, rasqueado, cururu e siriri. A cada obra, o Ensemble revela novas camadas de sensibilidade e refinamento, aproximando os ritmos tradicionais do universo da música de concerto.


“Meu desejo sempre foi mostrar ao Brasil e ao mundo que nossa música carrega uma força estética imensa. O chamamé, a guarânia e tantos outros ritmos do MS são parte do nosso território emocional. Transformá-los em obras camerísticas é dialogar com nossa história, preservando sua essência e, ao mesmo tempo, expandindo seus horizontes sonoros”, afirma Francis que se debruçou nos estilos musicais regionais. “Ao estudar esses gêneros, descobri o quanto são naturalmente sofisticados. Cada arranjo revela uma riqueza estrutural que floresce lindamente no timbre das cordas. Isso mostra que a música sul-mato-grossense é profunda, complexa e merece ocupar todos os palcos”.


Para Brasilândia, cidade que abre a circulação, o projeto chega em um momento de pulsação cultural renovada. Jhenifer Ragnaroni, coordenadora municipal de Cultura, destaca a importância dessa presença no interior do Estado.  “Brasilândia vive um momento de grande abertura cultural. Quando soubemos do projeto, abraçamos imediatamente — porque a cultura transforma as pessoas e precisa chegar a todos. A música clássica, quando encontra nossa identidade regional, se torna ainda mais poderosa, despertando pertencimento e emoção. Projetos assim rompem barreiras e mostram que a arte também é direito de quem vive longe dos grandes centros”, afirma.


Além dos concertos, o projeto visa expandir ainda mais o alcance da música clássica e da cultura sul-mato-grossense com a produção de materiais digitais que ficarão disponíveis às pessoas que queiram conferir o trabalho e não residem nas cidades que sediam o projeto. “Ao final, teremos um concerto digital, mini-documentário em um canal no Youtube. É o compromisso dos artistas da camerata com acessibilidade. Além disso, cada concerto contará com intérprete de Libras, monitores, espaços reservados para PcDs e pessoas com sobrepeso”, explica o maestro.


A camerata é formada pelo maestro Francis Vidal (solista e diretor musical); os músicos Rene de Freitas, Emanuel dos Anjos, Gabriel Domingues, Eliseu Machado, Edvan Cecílio e Pedro Oliveira (violinos); Felipe Zamian e Mayra Leite (violas);  Ricardo Meira e Milena Gregório (cello);  Giovana Contador (no contrabaixo acústico) e Wellington Delamare (piano). Nos bastidores, a intérprete de Libras, Eliana Branicio, o monitor de acessibilidade e a produtora executiva Mara Martins.


Sons do Pantanal conta com financiamento da PNAB  - Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do MinC - Ministério da Cultura e Governo Federal, via edital da FCMS - Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, vinculada à Setesc e Governo do Estado.Informações sobre o projeto acesse o Instagram (@francisdavid1).


Serviço:


Concertos gratuitos do projeto Francis David Vidal Ensemble – Sons do Pantanal


Brasilândia - quinta-feira (11), no Centro de Convivência Professora Lídia Martins dos Santos, na Rua José Francisco da Silva, s/n.


Aparecida do Taboado - sexta-feira (12), na Praça da Matriz, na Rua Francisco de Queirós, s/n, centro da cidade.


Três Lagoas - sábado (13), no auditório maior – UFMS Campus II na Avenida Ranulpho Marques Leal, 3484, Distrito Industrial II.

 

Gratuito/Classificação Livre


Intérprete de Libras

 
 
 

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