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Descendentes de italianos reuniram-se para falar sobre suas origens, histórias e sonhos

Ascendentes, origem, história de vida. Em uma noite tipicamente italiana, realizada ontem (02) na capital, regada a roteiros de viagens para Itália, gastronomia e cidadania italiana, descendentes de italianos que moram em Campo Grande, conversaram e trocaram informações sobre suas histórias de vida, suas origens, suas famílias e sobre o sonho de fazer o reconhecimento da cidadania italiana.

A iniciativa de realizar o evento ´Nostra Notte´ nasceu do desejo dos descendentes de italianos Genaro Bruschi e Letícia Bertozzi, do escritório Bertozzi e Bruschi Advocacia, de compartilhar informações sobre o reconhecimento da cidadania italiana. “O tema ´cidadania italiana´ ainda é pouco conhecido e difundido, são muitos mitos sobre o assunto, muitos acreditam que é impossível ou que é muito caro. Então, criamos o evento com o propósito de auxiliar os descendentes, tirar dúvidas. E aí reunimos esse tema com o que a Itália tem de melhor, que é a gastronomia e os destinos turísticos encantadores, assim, tivemos a Ares Viagens que nos apresentou opções de roteiros na Itália e realizamos o jantar no restaurante italiano Família Bressani”, descreveu Letícia.


Durante o evento, Felipe Fernando Tonini, empresário e descendente de italiano, contou que sempre teve vontade de ser cidadão italiano, mas acreditava que era um processo difícil, que poderia ser demorado pelo Consulado ou que precisaria morar na Itália para ser um cidadão reconhecido. “Aí fiquei sabendo que existe uma possibilidade de fazer o reconhecimento via judicial, isso me interessou de novo, me despertou”, completou.

Conforme explicou a especialista Letícia, existem três formas de reconhecimento da cidadania italiana: via consulado italiano, via administrativa na Itália e via judicial. A via judicial é aquela em que o reconhecimento da cidadania é obtido por meio de uma ação judicial, na qual o requerente não precisa se deslocar até a Itália em nenhum momento do processo, e pode incluir vários descendentes da família como requerentes na ação, e, com isso, dividir todos os custos entre todos. Nesta via, Felipe Tonini, por exemplo, seria um cidadão italiano reconhecido em 2 a 3 anos.

Os convidados da noite italiana foram recepcionados com um pergaminho personalizado com detalhes sobre a origem de seus sobrenomes italianos. No evento, Felipe descobriu que existem cerca de 1643 famílias com o sobrenome Tonini na Itália, a maioria nas regiões da Toscana, Emilia-Romagna e Lombardia: “Achei muito legal, nunca tinha buscado informações sobre o meu sobrenome. Recebi de pessoas que são italianas, que conhecem, muito valioso isso para mim”.

Entre os benefícios da cidadania, o especialista Genaro destacou que o cidadão italiano reconhecido pode transmitir a dupla nacionalidade de forma automática aos filhos de até 18 anos; possui os mesmos direitos de um cidadão europeu; tem livre acesso à Europa; pode ingressar nos Estados Unidos sem necessidade do visto americano; pode cursar especialização, mestrado e/ou doutorado com valores muito vantajosos se comparados a um cidadão estrangeiro e residir e trabalhar em qualquer país da União Europeia.

O empresário e descendente de italiano Carlos Galletti Neto, que também esteve na ´Nostra Notte´, contou que cresceu ouvindo seu pai dizendo que ele tinha a possibilidade de ser um cidadão italiano reconhecido: “E isso ficou em mim. Tenho o passaporte original do meu descendente italiano, até mandei enquadrar. Minha família é muito unida e agora nos unimos ainda mais em torno deste objetivo de nos tornarmos cidadãos italianos reconhecidos. Eu, meu pai, minha irmã, meus tios e primos estamos fazendo o processo de reconhecimento via judicial. Eu, e minha esposa Laís, sempre quisemos morar nos Estados Unidos, é o nosso sonho de aposentadoria, e a cidadania poderá nos possibilitar realizar esse sonho”. Genaro complementou dizendo que a cidadania italiana facilita o visto E-2, que dá direito a moradia nos Estados Unidos.

Para iniciar o processo de reconhecimento da cidadania italiana, o primeiro passo é ter uma boa conversa com os familiares, para colher informações sobre o passado e ascendentes. Genaro explica que com algumas informações do requerente, como nomes dos pais e local de nascimento, é possível iniciar uma pesquisa e saber se há ou não o direito ao reconhecimento da cidadania italiana. Após a junção dos documentos, toda a documentação é analisada minuciosamente, pois é por meio dos registros e certidões que a descendência italiana é comprovada e se obtém a dupla nacionalidade. “Após a análise, se estiver tudo certo com a documentação e ela estiver apta para dar início ao processo de reconhecimento, traduzimos e apostilamos tudo e iniciamos o processo”, finaliza.


Texto: Isabela Ferreira / Reconta Conteúdo

Fotos: Raphael Ramos

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