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Festival Favela Sounds celebra 10 anos com 25 mil pessoas e consolida maior edição da história

Evento ocupou a Praça do Museu Nacional, em Brasília, reuniu 20 shows, promoveu mais de 300 reuniões de negócios e reforçou seu papel como um dos principais festivais da cultura periférica brasileira.


O Favela Sounds encerrou sua edição de 10 anos celebrando números históricos e reafirmando sua importância para a música e a cultura periférica no Brasil. Realizado nos dias 31 de julho e 1º de agosto, na Praça do Museu Nacional da República, em Brasília, o festival reuniu 25 mil pessoas, consolidando a maior edição de sua trajetória.



Ao longo de dois dias, o público acompanhou 20 apresentações no Palco Petrobras, enquanto o Favela Talks reuniu artistas, profissionais da indústria musical e empreendedores criativos em uma programação voltada à formação, ao debate e à geração de oportunidades.


Além da programação artística, o festival promoveu mais de 300 reuniões de negócios entre 38 artistas periféricos e 28 representantes do mercado musical, registrando o maior volume de encontros profissionais já realizado pelo projeto.


"O Favela Sounds marcou novamente a carreira de novos artistas. Bia Soull e Ciça fizeram apresentações arrebatadoras e chamaram muita atenção justamente por estrearem diante de um público desse porte", afirma Guilherme Tavares, idealizador, diretor artístico e curador do festival.


Programação reuniu grandes nomes e novos talentos


Entre os destaques da edição estiveram Gaby Amarantos, que celebrou seu aniversário no palco ao lado do público, Valesca Popozuda, Kyan, além de artistas em ascensão como Bia Soull, Ciça e Stefanie, reforçando uma das marcas do Favela Sounds: aproximar diferentes gerações da música brasileira.


Ao todo, o festival alcançou ainda 2,6 mil espectadores na transmissão ao vivo pelo YouTube e registrou mais de 2.800 publicações espontâneas nas redes sociais.


A cenografia em LED do Palco Petrobras também se tornou um dos principais símbolos da edição, aparecendo em centenas de conteúdos produzidos pelo público.


Público diverso e políticas de acesso


A pesquisa realizada durante o evento revelou um perfil majoritariamente jovem e diverso. Entre os participantes:


  • 52,7% eram mulheres cis ou trans;

  • 61,8% se declararam pessoas pretas ou pardas;

  • 78,2% pertenciam ao público LGBTQIA+;

  • a média de idade foi de 25 anos, sendo 83,6% dos participantes com até 29 anos.


A democratização do acesso também foi um dos destaques da edição. Durante as duas noites do Baile, 20 viagens gratuitas de ônibus partiram de nove regiões periféricas do Distrito Federal, permitindo que cerca de 700 pessoasparticipassem da programação sem custos de deslocamento.


"O espaço cheio, com um público atento, participativo e disposto a cantar e dançar até o fim, tornou esta uma edição que certamente ficará na memória de toda a equipe e também do público", destaca Amanda Bittar, idealizadora e diretora-geral do festival.


Festival também movimentou a economia criativa


A edição comemorativa gerou aproximadamente 500 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos, envolvendo profissionais da produção, operação, comunicação, acessibilidade e serviços.


Segundo a organização, a equipe foi formada majoritariamente por mulheres, pessoas negras, profissionais periféricos e integrantes da comunidade LGBTQIA+, reforçando o compromisso do festival com diversidade e inclusão também nos bastidores.


Favela Talks amplia oportunidades para artistas periféricos


Antes da programação musical, o Favela Talks realizou showcases, gravações do podcast oficial do festival e rodadas de negócios que aproximaram artistas independentes de produtores, festivais, selos e representantes da indústria musical.


As apresentações de Nelson Rufino e MU540 registraram lotação máxima, enquanto os episódios do podcast, gravados com MU540, Valesca Popozuda, Puterrier e Priscila Melo, serão lançados entre agosto e setembro.


"A ideia é provocar inspiração para quem está começando e ampliar a visão de jovens artistas e empreendedores das periferias", explica Guilherme Tavares.


Novo momento


A edição de dez anos também marcou o início da parceria entre o Favela Sounds e a Petrobras, apresentada por meio da Lei Rouanet. Segundo a organização, o apoio permitiu ampliar a estrutura do evento e fortalecer suas diferentes frentes de atuação.


"O apoio da Petrobras representa um novo momento para o festival, oferecendo estabilidade para ampliar nosso trabalho e fortalecer um projeto que acredita na potência da cultura produzida nas periferias", afirma Guilherme Tavares.


Acompanhe o Favela Sounds

 
 
 

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