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Mulheres em residência: projeto ´Como manter-se vivas´ compartilha processo criativo com o público

Iniciativa promove pesquisa, troca de saberes e apresentações de dança em Campo Grande.

 

Entre árvores, terra, silêncio, música... Nove mulheres se reúnem para dançar perguntas urgentes: que redes nos sustentam? Que encontros nos mantêm vivas? Neste sábado (07), das 16h às 19 horas, o projeto ´Como manter-se vivas´ realiza a abertura pública de sua residência artística, na chácara Mankala, com entrada gratuita. O projeto é realizado com incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), pela Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande (FUNDAC) e Prefeitura Municipal de Campo Grande via Governo Federal e Ministério da Cultura.


 

A idealizadora do projeto e artista da dança Jack Mourão, descreve que ´Como manter-se vivas´ é um ciclo de pesquisa, criação e apresentação em dança que parte de uma pergunta simples e urgente: que redes de resiliência um encontro entre mulheres pode criar para sustentar a vida e a criação?

 

Desde janeiro deste ano o projeto reúne oito artistas mulheres da capital - Jack Mourão, Livia Lopes, Emy Santos, Franciella Cavalheri, Mariana Castro, Roberta Siqueira, Kiunna Skill e Eduarda Zubieta - com a artista orientadora Flávia Pinheiro (radicada em Amsterdã); em uma residência artística. Reunindo trajetórias e pesquisas distintas, nos encontros as artistas residentes têm compartilhado práticas, aprofundado investigações em dança e construído, juntas, um campo de escuta, cuidado e criação coletiva.

 

"São encontros de investigação, trocas de práticas e apresentação de trabalhos artísticos que integram o corpo, o ambiente e as narrativas de diferentes espécies. A ideia é construir espaço-tempo para escutar o corpo, fortalecer redes e transformar experiência em movimento; sem pressa, com presença”, acrescenta Jack.

 

Na abertura pública da residência artística, as artistas residentes irão partilhar com o público o que vem sendo construído ao longo do processo. "Um convite para nos mantermos juntas, em encontro e presença, acompanhando uma pesquisa que se faz matéria de cena, e também matéria de vida”, convida Jack.

 

Força feminina em convergência: projeto soma experiências distintas de artistas, educadoras e pesquisadoras

 

Em cena, 9 mulheres, com diversas experiências e vivências, criam, trocam e dançam! Jack Mourão é artista da dança (vive e trabalha em Campo Grande desde 2008) e integra a Cia Dançurbana. Desenvolve trabalhos que unem arte e tecnologia, como o espetáculo “Procedimento#6”, com o qual circulou pelo Brasil pelo Palco Giratório. Livia Lopes é artista, professora, social media e produtora cultural. Formada em Artes Cênicas e Dança pela UEMS, é artista da Cia Dançurbana e integra outros coletivos e grupos artísticos locais.

 

Emy Santos, a Afro Queer, é artivista/professora reconhecida pela sua ousadia e força criadora. É formada pela UEMS e fundadora da coletiva ´De Trans Pra Frente´ (primeira coletiva formada somente por pessoas trans e travestis de MS). Franciella Cavalheri é terapeuta ocupacional e especialista em dança, atuando como produtora, gestora cultural, curadora e parecerista. Também é fundadora do Conectivo Corpomancia (criado em 2008).

 

Mariana Castro é professora, atriz e dançarina. Licenciada em Artes Cênicas (Dança/Teatro) pela UEMS, atua como professora de Arte na rede municipal de Campo Grande e desenvolve pesquisa e criação artística nas áreas de dança e teatro. Roberta Siqueira é artista da dança e intérprete-criadora. Atualmente integra o Conectivo Corpomancia e a Cia Dançurbana. Sua prática artística se expande para a produção cultural como gesto de continuidade e cuidado com o campo da dança.

 

Kiunna é mother da Habilidosa House of Skill e uma das principais lideranças da cena Ballroom em MS há seis anos. Nesse período, tem contribuído ativamente para o fortalecimento da comunidade por meio de treinos, estudos e formações gratuitas voltadas à vogue performance. Eduarda Zubieta é artista da dança, intérprete-criadora e pesquisadora. Sua trajetória na dança começou em 2016, e desde 2022 atua profissionalmente, desenvolvendo trabalhos que transitam entre a pesquisa, a criação e a performance.

 

Flavia Pinheiro é uma artista, coreógrafa, pesquisadora e educadora brasileira radicada em Amsterdã. No centro de sua prática está uma investigação sobre as dimensões afetivas da coletividade e das conexões interespecíficas, explorando como essas experiências se entrelaçam na imaginação e na experimentação de modos alternativos de estar em relação e de existir em comum. Flavia é mestre pelo programa DAS Choreography (2022) e, atualmente, é doutoranda no programa de pesquisa PhDArts, da Universidade de Leiden.

 

Além da Residência, o projeto também fará três apresentações do solo ´Talvez seja isso´, de Jack Mourão. Outra iniciativa é a produção de um videodocumentário que vai retratar as ações do projeto, com intérprete de libras e audiodescrição.

 

Serviço: o projeto ´Como manter-se vivas´ realiza a abertura pública de sua residência artística, neste sábado (07), das 16h às 19h, na chácara Mankala (rua Jorge Pedro Bedoglim, 545, Mata do Jacinto), com entrada gratuita. Mais informações pelo instagram @performativa_.


Texto: Isabela Ferreira / Reconta Conteúdo

 
 
 

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