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Papo de Mãe: O peso do erro

Atualizado: 25 de mar.

Lívia voltou para casa. Depois de 10 dias na casa dos avós, ela está de volta e eu já estou querendo ficar sozinha novamente.


E antes que os julgamentos cheguem, já vou explicar, os últimos dias estão intensos por aqui, com crises de choro por qualquer motivo, birras e mais birras. Lívia chora por tudo quando é contrariada, eu perco a cabeça, grito com ela e vira aquela bola de neve que todo mundo já sabe como é. No final, vamos dormir todos esgotados e acordamos já pensando no que o outro dia nos reserva.

Quando descobri a gravidez, eu tinha em mente que duas coisas seriam importantes, duas brigas que eu iria fazer questão de comprar nessa vida de mãe: que a Lívia comesse de tudo ( ou pelo menos experimentasse) e que ela não fosse uma criança mal educada, daquelas que a gente precisa ficar falando mil vezes para que nos obedeça. Mas, cada birra que ela faz, cada teimosia, cada resposta errada que ela me dá, algo lá no fundo grita “ você está errando”. E aí, minha gente, é o sentimento do fracasso que bate à minha porta e lutar contra ele tem sido difícil. Sei que vocês dirão que é fase ( eu sigo confiando nisso) e que ela é uma criança maravilhosa. E sim, ela é. Mas quando idealizamos algo e isso não acontece, a gente precisa lidar com o plano frustrado e com todas as consequências dessa decisão.


Sinceramente, sigo pedindo a Deus para que seja só uma fase aliada ao misto de sentimentos que ela está por ter voltado de Campo Grande e por estar, mais uma vez, trancada em casa. Sigo tentando manter a calma quando o bicho pega, quando tudo parece desmoronar na minha frente e quando a minha única vontade é sair de casa gritando e colocar a Lívia para adoção (risos de desespero). Aí eu me lembro que maternidade é, exatamente, isso: apodrecer no paraíso. Que enquanto educamos um serzinho no auge da sua personalidade, nos educamos também. Que os filhos vem para mostrar os nossos piores defeitos e para tornar, os adultos, pessoas melhores. No fim, a gente quer fugir, mas quer levar a filha junto.


Ps, mães que queiram fugir, me chamem. Podemos montar uma viagem quando tudo isso passar ( nem que seja pra viajar e morrer de saudade dos filhos).

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