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#maratonei: “Paris is Burning”, “Pose” e “RuPaul’s Drag Race” assista em sequência na Netflix

Atualizado: 31 de jan.


Certo dia, após vários episódios de “RuPaul’s Drag Race”, recebi um anúncio de que “Pose” tinha entrado para o catálogo da Netflix. Vi o trailer dos episódios e de cara já associei à um documentário que tinha visto meses atrás, “Paris is Burning” de Jennie Livingston. O documentário, filmado durante a década de 1980 mostra diferentes faces da comunidade LGBTQIA+ em Nova York, dando grande destaque a cultura ballroom.

Os ballrooms eram grandes competições de Drag, dança, estilo, performance e moda da comunidade naquele período. As competições eram acirradas e uma banca, bem ao estilo “Drag Race”, avaliava os competidores que davam a vida no centro do salão. O nome “Paris is Burning” retrata um dos espaços mais emblemáticos de NY, o ballroom “Paris” que deu origem à vários grupos ou famílias de Drags que existem e resistem até hoje nos Estados Unidos.

“RuPaul’s Drag Race” tem uma clara inspiração nessas competições que, nos anos 1980, eram marginalizadas pela sociedade americana e que hoje são sucesso tanto nos EUA como no mundo inteiro, mostrando a força da cultura Drag nos dias de hoje (Amém \o/). Se você nunca viu o reality de RuPaul, corra agora mesmo para a sua TV! A primeira temporada é quase um experimento para “vender a ideia”, mas, a partir da segunda, já vemos um grande salto de produção e técnica. “RuPaul’s Drag Race” tem 11 temporadas todas disponíveis no Brasil pela Netflix.


“Pose” chega neste universo trazendo uma versão dramática e roteirizada de “Paris is Burning” não é intencional ou proposital, mas é impossível não ver as semelhanças entre o documentário e a série.

A série, indicada ao Globo de Ouro, foi criada por Brad Falchuk, Steven Canals e pelo genial Ryan Murphy (“Nip/Tuck”, “Glee”, “American Crime Story...”). “Pose” inova em cada detalhe com atuações de tirar o fôlego das protagonistas Mj Rodriguez e Dominique Jackson. Outro ator que rouba a cena é o grande Billy Porter que foi indicado ao Globo de Ouro de melhor ator em série dramática.

“Pose” gira em torno das famílias criadas pelas personagens que lutam diariamente para sobreviver as dificuldades do dia a dia da comunidade LGBTQIA+ na Nova York dos anos 1980, mas que a noite brilham como grandes estrelas nos ballrooms. A primeira temporada está completa na Netflix, a segunda, lançada em 2018 nos EUA, ainda não foi anunciada pelo catálogo e a terceira já foi confirmada pelo canal FX dos Estados Unidos.


Quando você entra neste universo é impossível não se emocionar e se apaixonar com o documentário, com a série e com o reality de competição. Aconselho começar pelo documentário “Paris is Burning”, seguir pela primeira temporada de “Pose” e dar sequência, de forma bem-humorada, como “RuPaul’s Drag Race”.

Bonus: Assista também a primeira (e única :/) temporada de “AJ and the Queen” série estrelada por RuPaul que conta a história de uma Drag que perde todas as suas economias após sofrer um golpe do namorado, interpretado por Josh Segarra. Na série, após perder tudo, a drag Ruby decide voltar a estrada para uma turnê de despedida.

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