Pedro Cavaletti estreia com álbum "Celestial" e apresenta universo de dark pop gravado em Los Angeles
- eusoums
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Aos 20 anos, o cantor e compositor Pedro Cavaletti dá um passo importante em sua carreira com o lançamento de "Celestial", álbum de estreia que reúne nove faixas e marca sua entrada na nova geração da música independente brasileira. Gravado em Los Angeles, o disco combina dark pop, música eletrônica e elementos cinematográficos para construir uma narrativa sobre medo, luto, superação e busca por identidade.
O lançamento chega acompanhado do videoclipe de "Ímpia Percepção", reforçando a proposta audiovisual que acompanha todo o projeto.
Álbum transforma conflitos pessoais em narrativa conceitual
Em "Celestial", Pedro Cavaletti apresenta um percurso dividido entre sombras e esperança.
Ao longo das nove faixas, o artista aborda temas como relações tóxicas, ansiedade, hipocrisia e a dificuldade de encontrar sentido em um mundo marcado pelo caos.
Referências religiosas, como santos, serafins e elementos da iconografia cristã, aparecem como parte da construção simbólica do álbum.
Segundo o cantor, a ideia de ser "celestial" não está ligada à perfeição, mas à capacidade de preservar a sensibilidade mesmo diante das adversidades.
Produção une pop eletrônico e experimentação
Produzido por McKenna Alicia em parceria com o próprio Pedro Cavaletti, o álbum foi gravado em Los Angeles e apresenta uma sonoridade que mistura música eletrônica, guitarras, bateria e instrumentos pouco convencionais para o gênero, como o violino presente em "Thespis", faixa que abre o disco.
Ao longo do repertório, cada música representa uma etapa dessa jornada emocional.
Em "Ímpia Percepção", influenciada pela disco music, o artista questiona a existência de espaços livres da maldade. "Santo Rockero" propõe uma reflexão sobre autonomia e sobrevivência emocional, enquanto "Cicatriz na Cara"transforma as marcas deixadas pelo tempo em símbolo de força.
Já "Parasitas de Almas" encerra a primeira parte do álbum abordando relações destrutivas antes da mudança de atmosfera apresentada em "Ressurreição", faixa que inaugura um momento mais delicado e esperançoso.
Canções como "Medos & Segredos" exploram a convivência com a ansiedade, enquanto "Santa Rita de Cássia" presta homenagem à pessoa que criou o artista e representa uma reflexão sobre o luto. O encerramento acontece com a faixa-título, que sintetiza a mensagem central do projeto ao afirmar que "você não precisa ser canonizado para ser celestial".
Projeto audiovisual amplia narrativa do disco
Além da música, Celestial foi concebido como uma obra audiovisual.
Formado em atuação e cinema pela New York Film Academy (NYFA), em Los Angeles, Pedro Cavaletti dirigiu e editou um videoclipe para cada faixa do álbum.
Os vídeos são lançados de forma não linear e funcionam como capítulos de uma única história, revelando aos poucos o universo criado para o projeto.
O novo episódio dessa narrativa é o clipe de "Ímpia Percepção", gravado em uma floresta na região de Erechim (RS). No vídeo, o cantor aparece correndo vendado enquanto tenta se libertar de ataduras. Ao final, abandona a venda branca e veste um véu preto, simbolizando a aceitação do próprio caminho e o início de uma nova fase.
Com "Celestial", Pedro Cavaletti apresenta um trabalho que une música, cinema e performance para construir uma identidade artística própria, apostando em uma estética sombria, teatral e profundamente conceitual.
Ouça o álbum "Celestial".
Assista ao clipe de "Ímpia Percepção".
