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| Arq+Cine | Maria Antonieta.

O filme Maria Antonieta tornou-se um ícone da cultura pop, graças à originalidade com que a diretora Sofia Coppola retrata a história da rainha, com uma trilha sonora composta por músicas marcantes dos anos 80, e uma paleta de cores inspirada em itens de confeitaria, substituindo o tradicional sépia, vermelho e azul royal com que a realeza é frequentemente representada, por candy colors.


A história se inicia na Austria, em 1768, no Palácio Belvedere, em Viena, projetado pelo arquiteto Johann Lukas von Hildebrandt em estilo barroco, seus ambientes internos são bastante austeros, com uma paleta sóbria e pouca iluminação. O interior do quarto de Maria Antonieta nesta fase tem uma atmosfera mais juvenil e sem tantos adornos, assim como suas vestimentas e penteado.


Ao chegar na França a sobriedade dá lugar ao glamour e aos excessos, já desde a quantidade de figurantes no pátio do Palácio de Versailles até na composição dos ambientes internos, em estilo rococó, repleto de detalhes desenhos florais.


O quarto privado da rainha em Versailles manteve o azul suave predominante de seu aposento em Viena, entretanto numa versão madura e refinada com paredes em tons claros e boiseries dourados, enquanto o azul se concentra nos estofados e cortinas.


A cerimômia de casamento de Maria Antonieta com Luis XVI tem uma paleta de cores em torno do marfim e dourado, evidenciando a representatividade daquele momento para a realeza.


O baile de casamento acontece no Salão dos Espelhos, onde há 17 espelhos em forma de arco rebatendo as janelas que dão vista para o jardim.


Outro destaque de Versailles são seus jardins, encomendados pelo Rei Luis XIV, o Rei Sol, que desejava tornar o palácio um local estonteante para sua corte.


O responsável pelo projeto foi André Le Nôtre, que passou 25 anos executando esse jardim que marcou o estilo francês, com o rigor formal e a simetria demonstrando a dominação do homem sobre a natureza por meio das podas, canteiros bem delimitados e a geometrização.


*A história da construção dos jardins por Le Nôtre pode ser vista no filme "Um Pouco de Caos (2014)


Em diversas cenas são utilizados enquadramentos em que a arquitetura amplia a sensação dos conflitos e sentimentos que Maria Antonieta vive. A imponência das estruturas do palácio, a simetria e a frieza dos materiais parecem tornar ainda mais solitária a vida da rainha, que não pode contar nem com o amor de seu marido.


Em outros momentos são os excessos decorativos, o rebuscamento e as formas orgânicas que ampliam a sensação dos conflitos vividos pela personagem, que ora parece camuflar-se no cenário, ora é ‘engolida’ pela escala monumental dos aposentos.



A falta de amor do marido, a cobrança da realeza por herdeiros e a solidão de estar distante da sua cultura e família são descontados por Maria Antonieta nas compras, doces e luxo, trazendo para a tela uma mistura de cores e texturas que é um deleite para os olhos.

No baile de máscaras onde Maria Antonieta conhece o conde Axel Von Fersen, que se tornaria seu amante, as cores doces são substituídas por tons fortes, evidenciando o desejo entre ambos.


A sequencia é gravada na Ópera Garnier, projetada pelo arquiteto Chrles Garnier e inaugurada em 1875, ou seja, Maria Antonieta só a frequentou no filme, visto que seu falecimento foi em 1793.

Após o nascimento de sua filha, Maria Antonieta entra em uma fase mais naturalista, habitando o Petit Trianon, um palacete de seu total domínio na área de Versailles, onde até seu marido deveria lhe pedir permissão para entrar. Nas cenas gravadas nele os jardins são mais floridos, menos rígidos e mais coloridos.


Os ambientes internos reafirmam essa fase leve com composições delicadas, tecidos esvoaçantes, cores claras e o branco substituindo o dourado nos boiseries.

Os figurinos e penteados da rainha também acompanham a mudança, os vestidos têm menos camadas e os cabelos menos volume.



Os momentos finais do filme representam o declínio da rainha, que perde sua mãe, um dos filhos e ainda tem de lidar com as acusações durante a Revolução Francesa. Nesta fase os cenários perdem a luminosidade, a cor preta ganha espaço nos ambientes e no figurino, enfatizando a sensação de luto e decadência.



Título: Maria Antonieta (Marie Antoinette)

Ano: 2006

Diretor: Sofia Coppola

Atores: Kirsten Dunst; ‎Jason Schwartzman; Asia Argento.


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