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Com inspiração em Kid Abelha, Dimas transforma desilusão amorosa em arte no novo single “Cinema Tropical”

Unindo saxofone, bossa nova e referências ao pop brasileiro dos anos 1980, cantor inaugura a era do futuro álbum “baby blue” com uma canção inspirada em um romance vivido em São Paulo


Entre encontros em parques, noites paulistanas, vinho ao pôr do sol e uma relação intensa que terminou antes do esperado, Dimas encontrou matéria-prima para uma nova fase da carreira. O cantor e compositor apresenta “Cinema Tropical”, single que transforma uma desilusão amorosa em uma narrativa inspirada pelo romantismo cinematográfico e pela sonoridade do pop brasileiro dos anos 1980.


Foto: Pedro Campana (Bruxão Foto)



Com inspiração especialmente no Kid Abelha, a faixa já está disponível nas plataformas digitais e inaugura oficialmente os lançamentos de “baby blue”, futuro álbum de estúdio do artista e projeto que marcará sua aproximação definitiva com a MPB.


A composição parte das experiências de Dimas em São Paulo e combina a intensidade das paixões com a efemeridade dos relacionamentos contemporâneos.


“Essa é uma faixa inspirada nos moldes do Kid Abelha dos anos 80, que narra minha visão cinemática e sonhadora de ver o romance. Além de também trazer à tona a essência fugaz e efêmera das experiências que vivi enquanto pessoa LGBTQ+, um senso de capturar minha última experiência amorosa, que foi cercada por visitas aos parques de São Paulo, noites frias e quentes, e diálogos dignos de cinema”, conta.


A ideia começou a surgir ainda em 2023, durante a gravação de “Minha Vitrola Toca Rita”, mas ganhou sua forma definitiva depois de uma experiência amorosa recente.


“A letra só se desenvolveu por completo em memória recente quando passei por uma desilusão amorosa tremenda: um amor de três meses que ia na velocidade de um foguete em termos de intensidade, que colidiu com um amor do passado do outro”, revela.


Entre bossa nova e pop dos anos 1980


Musicalmente, “Cinema Tropical” constrói uma ponte entre a bossa nova e a energia do pop nacional oitentista. Os saxofones ocupam posição de destaque no arranjo e ajudam a criar a atmosfera nostálgica buscada pelo artista.


Ao lado do produtor Lucas Marmitt, Dimas procurou referências que passam por Tom Jobim e pelo próprio Kid Abelha, acrescentando elementos que também dialogam com o brega e o forró.


“Eu e o Lucas bebemos tanto da bossa nova de Tom Jobim quanto do pop oitentista do Kid Abelha para trazer os saxofones com até, eu diria, uma ginga que remete ao brega e ao forró em seu universo melódico. Queríamos que soasse como uma fidedigna canção brasileira do fim dos anos 80”, explica.


“baby blue” abre nova fase na carreira


“Cinema Tropical” é também o primeiro capítulo do futuro álbum “baby blue”, trabalho que representa uma mudança importante na trajetória de Dimas.


“Iniciei os trabalhos de ‘baby blue’, que marca minha transição definitiva para a MPB, uma vontade muito antiga. Escolhemos essa pois é a faixa mais grudenta de todo o repertório, é uma transição confortável e não tão assustadora para quem me acompanha”, afirma.


O projeto mantém as colaborações com Jards e Lucas Marmitt e terá Victor Kroner, que já trabalhou com Julia Mestre, Francisca Barreto e Nina Maia, como principal produtor. O disco também contará com diferentes instrumentistas e produtores, além de apresentar o primeiro feat da carreira de Dimas.


“Marca uma nova fase de mais autenticidade e trânsito para mostrar meu potencial dentro da música popular brasileira”, celebra o cantor, que resume a importância afetiva do novo single: “É minha ode ao Kid Abelha”.


Videoclipe revisita cenário de um amor perdido


O caráter autobiográfico da música também se estende ao audiovisual. Dirigido por Pedro Campana, o videoclipe de “Cinema Tropical” foi gravado exatamente no local onde Dimas teve seu último encontro com a pessoa que inspirou parte da composição.

“Gravamos no exato local do meu último encontro com o amor perdido, bebendo o mesmo vinho e no mesmo horário, perto do pôr do sol. A ideia é ser uma mensagem direta e continuar minha trajetória autobiográfica, além de sempre priorizar São Paulo como meu pano de fundo.”


O clipe procura transportar para as imagens a atmosfera nostálgica, romântica e dramática da faixa.


“Creio que reproduz de forma sinestésica o que imaginei quando escrevi: a intensidade de um roteiro de cinema brasileiro vivida em um romance rápido, intenso, trágico e dançante”, conclui.

 
 
 

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