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CORES DA VIDA: O ponto final que virou reticências

Recentemente eu falei para um amigo que existe poesia no sofrimento, lá vamos nós então:


É uma longa história. Nós somos uma longa história. Lembro no dia que me chamou para tomar uma cerveja. Não havia nenhuma maldade naquilo, nada demais duas pessoas adultas irem tomar um pouco de álcool. O que poderia dar errado?

Bebemos, conversamos sobre a vida e dos planos futuros. Nessa parte, exatamente, nessa parte deveríamos ter parado. Deveríamos ter evitado o primeiro beijo porque algo dizia que ele seria perigoso. Era como se a vida falasse para nós: não existem planos futuros, não tem nada além disso. Mas, insistimos e cá estamos.


São anos dessa mesma maneira. Você me manda uma mensagem, de vez em quando, e eu faço o mesmo. A gente se aproxima e do nada nos afastamos, mas por qual motivo não nos afastamos definitivamente?


Essa é uma pergunta que sempre faço quando penso em nós, mas você vai e me manda músicas falando que nossos corações disputam quem é o mais forte. Que não adianta fugir porque vamos acabar juntos de novo.


Engraçado… Engraçado porque naqueles planos não existia espaço para mim e nem para você. Não fizemos planos de sermos um casal apaixonado e fazer viagens românticas. Pelo contrário, esses planos foram feitos com pessoas diferentes no decorrer desses anos.


Um dia abri a rede social e vi que estava namorando, meu coração gelou. Foi como se sentisse um baque no peito. Eu havia te perdido de vez, mesmo sabendo que nunca havia sido meu. Aliás, alguém é do outro de verdade? No entanto, eu já fiz o mesmo. Tentei me entregar a outra pessoa e você não saiu da minha cabeça.


Mas, são anos de um relacionamento nada saudável. São anos que pego o celular e do nada aparece notificações suas. São anos que eu sumo e do nada apareço fazendo charme e você surge na porta da minha casa.


São anos que a gente tenta se aproximar de outras pessoas, exclui nossos números, paramos de nos seguir em nossas redes sociais, mas, são anos que voltamos à estaca zero. São anos que acabamos bebendo cerveja e nos entregando mais uma vez.


Um dia recebi um áudio que falava sobre várias coisas e no final: é isso, eu te amo. Fiquei sem reação e demorei muito para colocar na minha cabeça que eu também o amo. Talvez nós nos amamos há anos e nunca havíamos descoberto. Talvez esse amor seja daquelas comédias românticas onde o casal não acaba junto.


Mais uma vez você apareceu na porta da minha casa. Mais uma vez fizemos o mesmo ciclo, mas de uma forma diferente. Foi uma despedida. Não um adeus, porque eu acho que a gente sempre se esbarra por aí. Mas, dessa vez, entendemos que nossos planos não foram iguais esse tempo todo. Que aquela conversa do primeiro encontro deveria ter sido certeira.


Hoje, eu sei que talvez um dia a gente se esbarre indo para a mesma direção, fazendo os mesmos planos e, talvez, nossos corações estejam em sintonia. Enquanto isso, eu fico ouvindo Cazuza, Jorge e Mateus, assistindo filmes dramáticos ou qualquer outra coisa que tenta explicar o que estou sentindo.


Se cuida,


com amor.


*História real, identidades preservadas.


* Cena fina de LA LA LAND (Contém spoiler)



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