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CORES DA VIDA: Quero falar sobre sentimentos

Atualizado: 16 de set. de 2023

Obs: escrevi esse texto ao som da música “Fix You”, talvez se você ler com ela de fundo, tenha mais emoção.


Oi, eu sou a Aryana. Tenho 32 anos e sou jornalista por formação há mais de dez anos e escritora de coração. Hoje quero conversar com você sobre sentimentos e o quão saber de cada um é fundamental para viver melhor.

Eu sou uma pessoa muito alegre, muito mesmo, que até alguns amigos já sentiram vergonha da minha risada escandalosa, mas eu sempre a solto nos momentos mais importunos. Mania boba essa de deixar as emoções se expressarem.


Eu luto há anos contra depressão e quando falam que ela não tem cara é a verdade mais absoluta que conheço.


Hoje quero falar de sentimentos com vocês e o quão nossa vida pode mudar em segundos. Quando eu digo que luto há anos contra depressão, não foi uma afirmação aleatória do texto, foi porque isso é um fato importante e curioso em minha vida.


Porque todo mundo me conhece pela risada, mas ninguém sabe que na mesma intensidade da gargalhada, às vezes vem o choro.


Quero falar dos sentimentos que nos tornam mais fortes. E, acredite, lutar contra a depressão me fez uma pessoa mais forte, por mais dolorido que seja.


Em abril deste ano eu tive uma das piores crises que poderia ter tido. As piores ou a “principal” foi em 2019, mas o problema é quando sabemos o caminho que podemos percorrer e mesmo assim escorregamos e caímos. Eu caí novamente de uma forma surreal. E eu sabia que se quisesse voltar, meu caminho não seria fácil.


Eu estava com projetos, com ideias, viagens marcadas e caí. Como quem tropeça na rua e acaba com a cara no chão, quase que literalmente; e eu desisti - de novo.


Desta vez eu lembro de mais coisas, talvez fosse melhor esquecer como nas outras, mas eu lembro do medo, da vontade de somente dormir, de não querer mais sentir o ar em meus pulmões e nem sentir a pulsação no meu peito. Foi desanimador. Assustador.


Eu caí e me deu raiva por isso. Raiva é um sentimento comum após uma tentativa de suícidio. E não lembrava como era sentir fúria, raiva e querer acabar com tudo ao meu redor. Foi desesperador.


Mas, eu tenho uma rede muito forte e bonita. Tenho uma rede que me ergue. Me pega na mão e fala: vamos juntos, você não está sozinha. Mesmo eu não merecendo todo esse amor naquele momento, mas precisando dele.


Hoje quero falar sobre sentimentos de vazio e de realizações. Contraditório, né? Eu sei!


Hoje quero ser clichê, mais uma vez, e avisar que tem saída e se você soubesse o que te espera depois, jamais faria algo parecido para interromper vida, planos e conquistas tanto da sua vida, como de pessoas próximas.


Em abril eu caí. Caí de uma forma que eu acreditava que jamais cairia mais. E levantei, mais uma vez.


Em maio eu viajei com minha mãe e minhas tias para uma das cidades que mais amo neste Brasil; Rio de Janeiro. Mesmo com medo de ter recaída, fui e foi incrível ver elas felizes e realizadas, já pensou se tivesse dado certo minha tentativa?



Em maio fiz minha primeira viagem internacional. Foi incrível, mesmo com medo, eu fui. Vivi dias incríveis com um dos meus melhores amigos e companheiros de viagem. Já pensou se tivesse dado certo minha tentativa?


Em agosto eu realizei o sonho de conhecer a Itália com uma das minhas melhores amigas. Desde pequena eu falava: o primeiro país que quero visitar é a Itália e parecia tão distante e de repente estava lá, criando memórias, vivendo dias insuperáveis, realizando sonhos. Lembro que quando cheguei ao Vaticano eu agradeci. Agradeci a Deus por ter me dado mais uma chance, porque era aquilo que queria viver desde pequena e eu quase não tive oportunidade. Já pensou se tivesse dado certo minha tentativa?



Sabe quando eu caí lá em abril? Era exatamente o dia da venda de um dos show que mais queria ver e esperei anos por isso. Meu melhor amigo conseguiu o ingresso e disse: eu sabia que você ia voltar. Em setembro fomos ao show, realizei mais um sonho. Acredito até que preciso escrever um texto só sobre a experiência do show do Coldplay. Que espetáculo, meus amigos. Já pensou se tivesse dado certo minha tentativa?


Quantos corações eu não ia ferir? Quantas pessoas não seriam impactadas? Com quais sonhos eu poderia mexer? A vida segue, sabemos, mas quando ela segue com quem amamos ela faz mais sentido.


Esse final de semana eu vivi a experiência do show do Coldplay e na hora eu só conseguia pensar: caramba, eu quase não vivi isso. E, na música minha música favorita que fala sobre “consertar você”, eu entendi que não tem conserto certas coisas, mas temos escolhas.


Quando tocou a música (vou deixar o link abaixo), eu fechei meus olhos e lembrei exatamente daquele dia, de como eu me senti e de como estava me sentindo naquele momento. Eu sou boa em palavras, mas não consigo encontrar uma para definir o que senti. Era escorrendo lágrimas de gratidão, cantando e com a mãozinha no coração, sabe?


Hoje quero falar de sentimentos com vocês. Quero dizer que faz muito sentido deixar a vida te surpreender, você não imagina o quanto isso pode mudar sua visão de mundo.


Hoje quero falar sobre o que andei vivendo nos últimos meses. Talvez se vocês vissem o brilho nos meus olhos e meu sorriso entenderiam. Talvez eu não consiga expressar em palavras. Talvez eu tenha que regravar várias vezes um vídeo, talvez, na verdade eu só consiga dizer: vale a pena viver, talvez esse seja meu melhor conselho que possa te dar.


A vida é preciosa demais para ser interrompida antes do aplauso final. Escolha viver! Eu digo isso com propriedade, juro que estarei arrependida por tudo o que ia deixar e, principalmente, pelas pessoas que não iria mais abraçar.


Hoje, talvez, meu único sentimento seja gratidão; essa mesmo que tá na moda da galera good vibes, mas que faz total sentido quando você entende o quão a vida é preciosa.


Você tem falado sobre seus sentimentos?


Se cuida, sua vida vale muito! <3


#StembroAmarelo mês de conscientização sobre a prevenção do suícidio, peça ajuda!


CVV - 188



1 comentário

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1 comentario


Invitado
13 sept 2022

Que texto lindo. Talvez a gente precise reler ele mensalmente para nos darmos conta de que sempre temos um próximo passo. Que vida linda temos, apesar de as vezes, por um lapso de segundo, esquecermos disso. Obrigada por estar aqui.

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