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'Projeto Gema', de Nova Andradina, realizará o Terceiro Festival de Arte: Melhor Do Que Parece

É certo que a pandemia bloqueou o fluxo natural das coisas fazendo com que todos buscassem modos alternativos de seguirem com suas vidas. Nesse período, a arte vem servindo de ópio para as pessoas lidarem com o isolamento social e as mazelas causadas pela pandemia. Em meio a esse caos e desesperança, o Projeto Audiovisual Gema, um coletivo de arte criado por um grupo de acadêmicos, vem encontrando uma forma linda de falar sobre a arte em Nova Andradina – MS.


“Foi através da nossa professora Rejane Candado, que nos encorajou a realizar nosso primeiro festival, em 2018, que contemplasse os mais diversos seguimentos artísticos. No ano de 2019 repetimos a dose e estávamos bastante entusiasmados para o ano 2020 diante da repercussão que o festival estava tomando. De fato, a pandemia nos deixou bastante frustrados e desesperançosos, com relação ao nosso fazer artístico e a importância que o evento teve e tem para gente. Foi quando ao olhar para esse novo normal, e ver esse mundo – que já estava virtual antes – ficando cada vez mais virtual que tive a ideia de levar o nosso festival para esse espaço e não deixar perder a mensagem tão bem construída por nós durante esses anos”, diz Rodrigo Souza, um dos coordenadores e criadores do projeto.


O primeiro trabalho que o coletivo irá apresentar é o Melhor Do Que Parece; uma edição especial e virtual do festival realizado nos anos anteriores, contemplado com os recursos da Lei Federal Aldir Blanc. Essa edição especial carrega consigo um conceito atado em seu nome bastante singular para o coletivo; Rodrigo conta que o nome Melhor Do Que Parece vem da música de uma banda chamada O Terno e que pode ter vários significados para várias pessoas. “A música fala sobre um estado de vida em que nós nos sentimos errados desencaixados e tudo em nossa volta parece desmoronar, começamos a ansiar por mudanças, por coisas novas quando tudo o que precisamos sempre esteve dentro da gente. Sempre melhor do que pareceu estar”, conta o artista.


Da esquerda para direita: Nayara Machado, Rodrigo Souza, Felipe Barreto e Nanda Nóbrega.

Melhor do Que Parece se iniciará no dia a 03 de abril de 2021 e terá́ duas semanas de duração. Durante esse período, serão postadas no Instagram e no canal de YouTube do projeto – em formato de clipe – as produções culturais realizadas pelo Projeto Gema, contando com 12 músicas, 6 poesias, 3 danças, 6 entrevistas e 6 exposições fotográficas de 6 fotógrafos diferentes. Por meio das produções curtas o projeto pretende expor e refletir a diversidade presente na arte como forma de resistência às adversidades da vida, de gênero, de raça, cultural e educacional. A intenção é produzir duas semanas dedicada à arte, composta por diversos artistas de Nova Andradina.


Nanda Nóbrega, que também atua na coordenação do projeto conta que a ideia sempre foi criar um projeto plural e que compreendesse diversos segmentos artísticos. Ela acredita que a “arte não é estática, única; arte é movimento, é diversa, é caótica”; e, pensando nisso, o projeto “quis abranger um pouco de tudo.”


Essa tarefa, foi facilitada com a aprovação do projeto no Edital de Chamada Publica N° 003/2020, de Nova Andradina, que regulamentou os recursos provenientes da Lei Federal N° 14.017, de 29 de junho de 2020, a Lei Aldir Blanc. “É claro que as leis de incentivo são de grande importância para o fomento e a manutenção da cultura no país, pois patrocínios para qualquer ação cultural, são viabilizados na sua maioria pelas leis de incentivo”. É o que conta a produtora Nayara Machado, que cuidou de toda tramitação do projeto no edital:


“Em qualquer outro cenário, a Lei Aldir Blanc é necessária, e deveríamos ter lei vitalícia de incentivo à cultura nas esferas municipais, porque em 2018 e 2019 já teria feito grande diferença para nós. E, agora com a pandemia perdurando entre 2020-2021, a Lei Aldir Blanc fora essencial, pois o setor artístico brasileiro foi afetado severamente.


E, sem a Lei Aldir Blanc, não teríamos chegado onde chegamos, não teríamos tido a possibilidade desse dinheiro chegar às mãos de tantos artistas nova-andradinenses. Todo o material utilizado, entre câmeras, equipamentos de som, locações, foram acessados apenas pela existência da lei. E, diferentemente dos anos anteriores, em 2020/2021, o nosso projeto pôde ter a honra de pagar os artistas que se apresentarão, o que foi um grande passo inédito para nós, e só foi possível pela Lei Aldir Blanc.”


O Projeto Gema busca explorar cada vez mais as riquezas artistas presente na cidade, com a elaboração de projetos de curto e longo prazo, na tentativa de se adaptar com esse novo normal conectando um esse mundo separado por meio da arte. “Depois que Melhor do Que Parece passar, a gente vai exibir um documentário, que já estamos produzindo intitulado "Cada Canto da Cidade" (que não tem data ainda). Além do documentário, temos planos de começar um quadro semanal no nosso canal no YouTube com vários convidados artistas para discutir diversos assuntos. A gente tem vários projetos futuros em mente, mas, o Projeto Gema vai além aqui de mim, ou do pessoal da coordenação. No futuro, esperamos que outros artistas possam usar essa plataforma com ideias próprias também. Tudo pela arte”, conclui Nanda Nóbrega.

Para saber mais detalhes e ficar por dentro de todo conteúdo do festival, basta acessar o perfil no Instagram do projeto: instagram.com/projetoa.gema.

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