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#EUsouMS Entrevista: Chico Teixeira Surpreende em novela Pantanal

Meu amigo admirado por sua generosidade na música agora se supera ainda como ator.


Quando a cena cultural paulistana se interessou pelo que seria o Folk brasileiro, muitas forças se juntaram para que algo pudesse ser feito e documentado para esse estilo no país. E foi nessa leva que conheci através de seu pai Renato, Chico Teixeira. Um sujeito meio recluso que vivia na época entre a Serra da Cantareira e a Vila Mariana.


Participamos da segunda edição do Folk + Brasil ao lado de vários outros artistas dispostos a se reconhecerem naquele momento como influenciados pelo folk: Wilson Teixeira, Bhezão, Tuia e Adriana Violeira. Uma das noites memoráveis no Bourbon Street Music Club responsável por juntar uma turma que começou a se frequentar artisticamente.


É importante dizer que eu considero o Chico Teixeira um artista importante não só pelo que faz como compositor, mas pela tradução de obras importantes do folclore brasileiro, onde iluminou obras de Luiz Gonzaga, Cartola, Geraldo Roca e até mesmo Heitor Villa Lobos.


Uma das coisas mais lindas que vi o Chico fazer nos últimos anos foi revelar uma canção de Geraldo Roca que provavelmente ninguém conheceria se não fosse o trabalho amoroso com a canção “Song Swan”, que Roca cantava em determinadas rodas de violão muito reclusas mas que nunca chegou a registrar. E é emocionante ter a versão do Chico como a única gravada prestando um tributo lindo ao autor e amigo.


E agora mais uma vez o Chico Teixeira surpreende no com show de sensibilidade em um novo desafio que assumiu atuando na novela Pantanal dando vida ao peão Quim na 1ª fase do remake global.


Assisti o primeiro episódio ao lado da minha irmã e atriz Magê e chegamos a conclusão de que a simplicidade e a verdade do Quim se destacaram entre todo o elenco de profissionais gabaritados com muito mais tempo de atores que o Chico.


Rompeu mais uma barreia que imagino ser difícil, que é a de ser filho de um artista consagrado. Chico mostrou que além de ser filho de quem é e carregar no nome um “pedigree” artístico, faz uma história linda e única que agora pode ser vista por ainda mais gente.

Jonavo - Chicão, Você, assim como o seu pai, é um frequentador do Mato Grosso do Sul e inclusive já morou aqui. Como é essa sua ligação com o Estado?


Chico Teixeira - Minha ligação com Mato Grosso do Sul, é em Campo Grande e no Pantanal. Na minha adolescência ia passar férias e ver meus amigos, tenho grandes amigos por aí. Por obra do destino, meu filho Antonio, nasceu em Campo Grande, morar mesmo eu não cheguei a morar. Passava meses de ferias.


Jonavo - conta um poucos a influência do MS na sua música…


Chico Teixeira - Me identifiquei muito com a música sul mato-grossense, Paulo Simões, Almir Sater, Geraldo Espíndola e meu grande amigo Geraldo Roca, com ele desenvolvi toda parte conceitual da minha jornada musical, um dos meus compositores favoritos.


Jonavo - Me conta um pouco de como está sendo a experiência de atuar na Novela Pantanal. Era algo que vc imaginara acontecer na sua vida?


Chico Teixeira - Em algum momento eu sabia que poderia acontecer, já tinha recebido um convite antes mas não deu certo. Dessa vez resolvi encarar o desafio e entrar de cabeça, de corpo e alma para me descobrir ator.


Jonavo - Como foi o processo da sua preparação como ator até a construção do pernonagem Quim.


Chico Teixeira - Tive o apoio maravilhoso de toda equipe de preparação, retomei a montaria que era uma coisa divertida pra mim. Nunca tinha ido pra lida numa comitiva, conforme fui vivenciando essas coisas o Quim veio surgindo, fui entendendo mais do que se tratava e eu só deixei ele chegar, sem resistência. Batizei ele de Joaquim Xavier Teixeira, que foi um tio bisavô lá de Ubatuba, cidade da minha família no litoral norte de São Paulo.


Jonavo - Fale um pouco da experiência de gravar no Pantanal. Como foi essa imersão?


Chico Teixeira - A imersão no Pantanal é natural e orgânica, todos que vão passam por isso, cada um lida de um jeito. Uns ficam reflexivos, outros um pouco incomodado. A natureza é quem manda, eu já havia passado por esse processo quando tinha 14 anos, então fui preparado para viver essa dinâmica de descompressão novamente. Sabia o dia que ia chegar lá mas não sabia quando ia voltar, então me joguei mesmo e aproveitei cada segundo. Gravar no Pantanal é mágico, toda natureza e os bichos te levam para esse encontro com você mesmo.


Jonavo - Eu achei o Quim muito gente boa e engraçado. Tem alguém que vc se inspira na hora de encarnar o personagem?


Chico Teixeira - Quim tem um outro tempo de enxergar a vida, não tem aquela urgência que as grandes metrópoles nos forçam a ter, então percebe coisas nos detalhes e na calmaria. É um peão leal ao patrão e tem uma amizade muito pura com seu parceiro de lida, o Tião e com a Filó também. Eu trouxe um pouco do Mazzaropi pro Quim, por conta dessas características todas, quis fazer uma homenagem a esse cara lá do vale do Paraíba.


Jonavo - Como tem sido trabalhar ao lado do Almir nas telas?


Chico Teixeira - Almir é muito generoso e fazer qualquer coisa com ele é fera demais. Fizemos turnê juntos por 3 anos, no fundo somos uma família, somos tios das mesmas sobrinhas. Nos momentos mais felizes da minha vida ele esteve presente e no dia mais terrível ele também estava lá, acolhendo meus pais, eu e meu povo. Almir é um ser iluminado.


Jonavo - Seu último lançamento em parceria com o Almir “Último Adeus” acabou de sair. Qual a história por trás dessa canção? Por que escolheram ela nesse momento?


Chico Teixeira - Tive a sorte de ser um dos primeiros confirmados no elenco, então participei de vários papos musicais com Almir e o Bruno Luperi que foi quem adaptou a obra magnífica de seu avô Benedito. Passamos uma tarde juntos e mostrei diversas músicas e fomos escolhendo juntos, essa estava na manga do Almir. Escolhemos juntos as modas, testamos várias, gravamos e essa foi que marcou mais. Esse é meu lançamento mais recente, tem a capa do Elifas Andreato, o maior capista do país que nos deixou recentemente, talvez tenha sido sua última capa, emblemático ser “Último Adeus”.


Jonavo - O que esperar do Chico Teixeira nesse próximo ano de trabalho?


Chico Teixeira - Lanço dois discos esse ano através do meu selo, Alvorada Brasileira. Um com 10 clássicos da música sertaneja, com uma proposta mais moderna nos arranjos e outro com 10 músicas autorais. Além disso, lancei o disco do Geraldo Roca, “Música do litoral central” e vamos lançar os outros dois que não tinham disponíveis nas plataformas digitais, ainda descobrimos gravações inéditas, como as que fez em parceria com Renato Teixeira, temos bastante material dele.


Meu foco agora é colocar meu show na estrada, já temos uma agenda boa para seguir e administrar esse selo com lançamentos significativos para cultura do país.



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