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#EUsouMS Entrevista: Naigel Haran, idealizador do Movimento Sadhaka

Hoje o #EUsouMS Entrevista Naigel Haran, idealizador do Movimento Sadhaka, que atrai centenas de pessoas todos os domingos para a prática de Yoga no Parque das Nações Indígenas em Campo Grande. Confira agora a entrevista que a nossa equipe fez com ele:


#EUsouMS – Primeiramente conta para a gente um pouco da sua história, quando foi o seu primeiro start para o Yoga, quando começou a praticar e quando teve o real estalo “tá aí, é isso que quero fazer”?

Naigel - A minha história no yoga começou no ano de 2017, na época eu era modelo, passei por uma crise existencial na qual eu estava questionando a minha existência e tudo o que estava acontecendo à minha volta. Estava me sentindo muito vazio e voltei para Campo Grande/MS, na casa dos meus pais e nessa internalização, fiz jejum, bem como um trabalho muito interno voltando para as minhas raízes. Num dia aleatório, abri meu computador no YouTube e abri uma aula de yoga on-line, e comecei a praticar. Nessa primeira aula já comecei a me questionar, lembrei de tudo o que eu já havia vivido na Índia, contatei alguns amigos e peguei o contato do Instituto, antes, eu nunca havia feito uma aula em Studio, mas decidi ir ao Instituto em Mumbai, na Índia. Fiquei morando lá durante um ano e meio aprendendo toda a filosofia e me apaixonando cada vez mais por ela.



O real estalo, foi quando eu percebi e senti o yoga na minha vida, como a filosofia estava mexendo comigo, tanto fisicamente, como emocionalmente, socialmente e pessoalmente e aí me deu vontade de falar para as pessoas o quanto me fazia bem e falar a respeito, nesse momento comecei a dar aula.

#EUsouMS – Como foi o início como instrutor? Quais foram as maiores dificuldades?

Naigel - Eu iniciei a dar aula na Índia, então a maior dificuldade foi de que eu aprendi tudo em inglês, e as primeiras aulas eram em inglês. A primeira aula que eu dei, foi para 60 pessoas. Lembro que eu suei e estava muito nervoso, uma sensação de que as pessoas estavam me julgando, e além disso, tive dificuldades com o meu próprio corpo, pois eu sempre tive um corpo muito rígido, nunca havia me alongado muito, e nesse sentido, achava que eu nunca seria capaz de ser professor de yoga, pelo fato dessa falta de alongamento e, também das várias dificuldades que a gente mesmo vai se colocando, mas, o intuito de querer que as pessoas sentissem o que eu estava sentindo, fez com que eu enfrentasse todos esses obstáculos. Hoje em dia, tudo é feito com muita naturalidade, e é o que eu mais gosto de fazer na vida.

#EUsouMS – Como foi inserir e apresentar o Yoga para as pessoas de Campo Grande. Como era a receptividade delas nesse início?

Naigel - Apresentar o yoga para Campo Grande, há anos, era muito diferente de hoje em dia, pois naquela época não era muito falado como atualmente. Primeiramente as pessoas ligavam o yoga muito a religião, na hora de ouvir um mantra em indiano, em sânscrito, já se conectava com religião e espiritualidade, e aí acontece um certo preconceito; mas eu acredito que a cabeça das pessoas está se abrindo até mesmo pelo fato mundial de dor, como a pandemia que estamos vivendo, onde as pessoas estão procurando novas formas de cura, e assim sendo, as pessoas tem sido muito mais receptivas e abertas para algo novo.

#EUsouMS – Com o tempo você criou o Movimento SADHAKA. Como foi esse processo?

Naigel - A ideia de criar o movimento Sadhaka surgiu na própria índia, onde eu já estava morando a um ano e meio. Nesse período eu estava planejando ir morar em outro País, e começar uma nova vida, pois até então, eu era voluntário na índia, estava lá estudando filosofia, então estudava e morava sem custos. Durante uma meditação de desbloqueamento dos chakras, me vi dando uma aula para uma multidão no parque, foi aí que eu decidi voltar para o Brasil, em janeiro de 2018, e assim se deu o início do movimento.

Até esse momento, eu apenas tinha feito um vídeo, na Índia ainda, dizendo que eu estaria voltando, e daria aulas no parque, porque eu sentia algo diferente, me arrisquei e vim. O vídeo acabou se espalhando e assim comecei com as aulas.

O nome Sadhaka começou a ter sentido num dos últimos dias de aula no Instituto, quando um professor estava explicando a respeito dessa palavra, explicou que Sadhaka significava um eterno aprendiz, e na hora, ousei em dizer que esse meu professor não seria considerado um Sadhaka e sim um Sadhu, que é um mestre. no mesmo momento, ele me falou que se um dia ele se considerasse um Sadhu, ele perderia toda a prática dele. Esse nome Sadhaka veio para mim, e o movimento surge com a ideia de aprendizado, como aprendiz aprendemos, crescemos e nos desenvolvemos nesse grande e mágico processo de autoconhecimento.


#EUsouMS – Você democratizou o Yoga em Campo Grande realizando aulas gratuitas e semanais no Parque das Nações Indígenas. Como surgiu a ideia de promover a prática para todos?

Naigel - E muito engraçado pois passei por muitos desafios ao chegar em Campo Grande, chegando aqui eu não conhecia ninguém, e essa ideia de dar aulas de graça era questionado tanto por mim, quanto pela minha família, pois eu não tinha renda, entretanto, isso vinha muito do meu coração, de que as pessoas precisavam saber disso tudo, é muito incrível, pois quando seguimos um propósito interno tão forte, as coisas à sua volta vão se encaixando, as pessoas, as situações, para que seja possível desenvolver. O processo não foi fácil de construção, do sacrifício de todos os domingos estar lá, presente, de corpo e alma. Nos sábados à noite já trocamos as programações e uma mudança completa na rotina, o que acaba gerando dor, causando dor, e nesse processo, para fazer algo diferente é preciso mudar, é preciso readaptações para que se alcance novos caminhos. E entender que o domingo não é um dia preguiçoso, ou que nós precisamos acordar tarde e entender que a segunda-feira não é um dia ruim, ressignificar e entender que todos os dias são especiais. Quando há essa união de ‘loucos’, como uma aluna uma vez me disse, e alcançarmos um objetivo comum.

#EUsouMS – As aulas no parque atraem centenas de pessoas todas as semanas, algumas praticam regularmente e outras vem de maneira esporádica. Como você avalia essa real mudança de hábito que o Yoga promove na vida das pessoas?

Naigel - Já chegamos a quinhentas pessoas praticando, é uma energia incrível. Eu avaliaria a mudança do hábito que a rotina dá a uma viagem incrível. O nosso sistema nervoso, muitas vezes, está sobrecarregado devido ao estresse, insônia, má alimentação e condutas diárias.


Quando ‘esticamos’ o corpo, quando controlamos a respiração e conectamos tudo a gente relaxa esse sistema nervoso. Quando relaxamos conseguimos enxergar melhor a vida, tirando essa nebulosidade que muitas vezes nos cega, assim, as cores ficam mais coloridas, a comida terá mais sabor, a música irá ressoar melhor, pois estaremos desobstruindo aquilo que estava nos impedindo de ver e reconhecer melhor o que acontece à nossa volta e assim, começamos a ver a vida sob um aspecto diferente, com mais gratidão, ficamos mais leves para agradecer ao trabalho, a família, a comida diária independente das coisas ruins que acontecem e que irão continuar acontecendo. É sempre olhar o lado bom descondicionando a mente ao costume.



Esse é o processo e uma filosofia, e uma forma de encarar a sua vida e as pessoas, e uma nova de percepção sob um olhar mais claro e nítido nas suas atitudes, nos seus sentimentos, e o contentamento e a alegria de viver, em sânscrito – santosha.


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